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DIA DO BRASIL IR DO INFERNO AO CÉU

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O dia foi de muitas decepções para o Brasil. Mas também de momentos históricos. Um verdadeiro turbilhão de emoções.

Na maratona aquática masculina, que abriu o dia de competições, muito tumulto na chegada. Com o Brasil fora da briga a decisão precisou ser revista para o resultado final ser confirmado. O ouro ficou com o holandês Ferry Weertman, que tocou primeiro no pórtico. O grego Spiros Gianniotis chegou a cruzar em primeiro mas como não tocou primeiro no pórtico, ficou com a prata. O bronze ficou com Marc-Antoine Olivier, da França.

Na canoagem um resultado histórico para o Brasil! O brasileiro Isaquias Queiroz garantiu a prata para o Brasil na canoagem de velocidade na categoria canoa individual 1.000m. Ele ficou cerca de dois segundos atrás do favorito alemão Sebastian Brendel, que ficou com o ouro. O bronze ficou com Serghei Tarnovschi, da Moldávia.

Isaquias de Queiroz, que levou a prata, parabeniza o alemão Sebastian Brendel, que ficou com o ouro. FOTO: Tom Pennington/Getty Images
Isaquias de Queiroz, que levou a prata, parabeniza o alemão Sebastian Brendel, que ficou com o ouro. FOTO: Tom Pennington/Getty Images

Ainda na canoagem, o K2 500m feminino foi vencido pela Hungria, com Gabriella Szabo e Danuta Kozak. A prata ficou com Weber e Dietze, da Alemanha. enquanto o bronze foi para Naja e Mikolajczyk, da Polônia. Já no K1 200m feminino, Lisa Carrington da Nova Zelândia levou o ouro, com direito a recorde olímpico. A prata foi para a polonesa Marta Walczykiewicz e o bronze para Inna Osipenko-Rodomska, do Azerbaijão. No K1 100m masculino o espanhol Marcus Walz ficou com o ouro, seguido pelo tcheco Josef Dostal e o russo Roman Anoshkin.

Na decisão do tênis de mesa feminino por equipes, o Japão venceu Cingapura e ficou com o bronze. Na final a China superou a Alemanha e ficou com o ouro. Teve decisão de bronze também nas duplas mistas do badminton, com duas duplas chinesa. Melhor para Nan Zhang e Yunlei Zhao.

E mais uma vez não deu para o futebol feminino do Brasil. Não se pode falar em falta de luta. Sob forte calor no Maracanã, as meninas do Brasil pararam na retranca da Suécia. O placar de 0 a 0 durante o tempo regulamentar e também na prorrogação levou a semifinal para uma nova disputa de pênaltis. E assim como foi contra os EUA, a Suécia se deu melhor. Cristiane e Andressinha pararam na goleira sueca que garantiu 4 a 3 e a final inédita para as escandinavas. As adversárias serão as alemãs, que venceram o Canadá no Mineirão – que já virou casa da Alemanha no Brasil – por 2×0.

No handebol também não foi dia do Brasil. Favoritas, as brasileiras jogaram mal e pararam na Holanda, que também eliminou o Brasil no Mundial, perdendo por 32×23. As holandesas enfrentam a França na semifinal, que venceu a Espanha por 27×26. A outra semifinal será disputada entre Noruega e Rússia.

E para encerrar o dia de desventuras dos esportes coletivos do Brasil, a seleção de vôlei feminino, franca favorita ao ouro e que não perdeu nenhum set na primeira fase, foi eliminada. Nas quartas de final, as brasileiras perderam para a China por 3×2, num jogo épico no Maracanãzinho. As chinesas enfrentam a Holanda na semifinal. O outro jogo que decide a final será entre EUA e Sérvia, que surpreendentemente massacrou a Rússia.

A super favorita seleção brasileira, caiu para a China. FOTO: Rio 2016
A super favorita seleção brasileira, caiu para a China. FOTO: Rio 2016

O pólo aquático masculino fez um jogo de alto nível, mas não conseguiu passar pelos multi-campeões da Croácia. O 10×6 classificou os favoritos para as semifinais, onde eles enfrentam Montenegro, que venceu a Hungria por 13×11. Na outra semifinal, a Sérvia enfrentará a Itália.

Na vela, não deu para o Brasil na classe laser. Mesmo ganhando a medal race, o mito Robert Scheidt ficou sem medalha. Aos 43 anos e dono de cinco medalhas olímpicas, ele terminou em quarto. O campeão foi o australiano Tom Burton, com prata ficando para o croata Tonci Stipanovic e bronze para o neozelandês Sam Meech. No feminino, ouro para a Holanda com Marit Bouwmeester, seguido pela irlandesa Annalise Murphy e pela dinamarquesa Anne-MarieRindom. Na classe Finn masculina, o britânico Giles Scott foi ouro, com Vasilij Zbogar da Eslováquia em segundo e Caleb Paine dos EUA em terceiro. Na Nacra 17 mista, ouro para a Argentina, prata para Austrália e bronze para a Áustria.

Ainda na água, mas nas piscinas, foi dia de final dos duetos do nado sincronizado. As russa Natalia Ishchenko e Svetlana Romashina ficaram com o ouro, as chinesas Huang e Sun foram prata e as japonesas Yukiko Inui e Risako Mitsui bronze.

Foi dia de se despedir dos fortões do levantamento de peso. O Brasil foi bem representado, por Fernando Saraiva Reis, quinto na categoria acima de 105kg. A medalha de ouro ficou com Lasha Talakhadze, da Geórgia. Somadas as provas de arranco e arremesso, ele ergueu 473kg, novo recorde mundial. Já o iraniano Behdad Salimikordasiabi quebrou o recorde mundial do arranco, com 216kg. Porém, ele não conseguiu completar nenhum levantamento no arremesso e ficou fora da disputa por medalha.

Na arena de vôlei de praia foi dia de semifinais. Entre os homens, melhor para Brasil e Itália. Alisson e Bruno suaram, mas venceram os holandeses Alexander Brouwer e Robert Meeuwsen por 2 sets a 1 e enfrente a dupla italiana Paolo Nicolai e Daniele Lupo, que venceram de virada os russos Viacheslav Krasilnikov e Konstantin Semenov por 2 sets a 1. Entre as mulheres duas surpresas. Na primeira semifinal, as alemãs Laura Ludwig e Kira Walkenhorst derrotaram as brasileiras Larissa e Talita por 2 sets a 0. Na segunda seminal Ágatha e Bárbara surpreenderam Walsh e Ross dos EUA, vencendo por 2 sets a 0 e impondo a primeira derrota da tricampeã olímpica Walsh.

Ágatha e Bárbara atribuem a vitória a uma combinação de controle mental e estratégia. FOTO: Getty Images/Jamie Squire
Ágatha e Bárbara atribuem a vitória a uma combinação de controle mental e estratégia. FOTO: Getty Images/Jamie Squire

Um dia após a medalha de ouro de Thiago Braz no salto com vara masculino, Fabiana Murer não conseguiu repetir a dose na prova feminina. Sofrendo com uma lesão, a brasileira não completou um salto sequer nas primeiras três tentativas, parando no sarrafo a 4,55m. Murer, de 35 anos, que já anunciou sua aposentadoria, terminará a carreira sem a sonhada medalha Olímpica. Em Pequim ela foi 10ª e em Londres não chegaou às finais.

No salto triplo masculino, o ouro foi para o americano Christian Taylor. Dono da segunda melhor marca da história, 18,21m, o agora bicampeão Olímpico nem precisou se aproximar de sua melhor marca e venceu com 17,86m. O compatriota Will Claye ficou com a prata, e o chinês Bin Dong levou o bronze. A segunda final do dia foi do lançamento do disco feminino, que também consagrou uma bicampeã Olímpica. A croata Sandra Perkovic garantiu o segundo título com um lançamento de 69,21m. Ela também detém a segunda melhor marca da história, 70,88m. Melina Robert-Michon, da França, foi prata  e Denia Caballero, de Cuba, foi bronze.

Sandra Perkovic melhorou em 10cm a marca obtida em Londres 2012, mas segue longe do recorde mundial. FOTO: Getty Images/Ian Walton
Sandra Perkovic melhorou em 10cm a marca obtida em Londres 2012, mas segue longe do recorde mundial. FOTO: Getty Images/Ian Walton

Bronze no salto em altura em Londres, o canadense Derek Drouin desta vez apareceu no ponto mais alto do pódio. Com um salto de 2,38m, ele superou o favorito Mutaz Barshim, do Catar, e conquistou o ouro. O bronze ficou com Bohdan Bondarenko, da Ucrânia. Nos 1.500m femininos Faith Kipyegon, do Quênia, superou a favorita Genzebe Dibaba, da Etiópia, e ficou com o ouro. O bronze ficou com a americana Jennifer Simpson. A última prova do dia no atletismo foi a dos 110m com barreiras masculino, vencida pelo jamaicano Omar McLeod. Orlando Ortega, da Espanha, foi prata, e Dimitro Bascou, da França, ganhou o bronze.

Simone Biles fechou uma da maiores participações Olímpicas de uma ginasta na história com sua quarta medalha de ouro nos Jogos Rio 2016. No último dia de competições da ginástica artística, a americana venceu a disputa individual do solo, com prata para a compatriota Aly Raisman e bronze para a britânica Amy Tinkler. Nas barras paralelas, o ouro ficou com o ucraniano Oleg Verniainev, com prata para o americano Danell Leyva e bronze para o russo David Belyavskiy. Na última disputa da ginástica nos Jogos, a barra fixa masculina, o alemão Fabian Hambuechen conquistou a medalha de ouro, seguido pelo americano Danell Leyva e pelo britânico Nile Wilson. O brasileiro Francisco Barretto ficou em quinto.

Simone Biles (centro) e sua quarta medalha de ouro no Rio 2016. FOTO: Getty Images/Alex Livesey
Simone Biles (centro) e sua quarta medalha de ouro no Rio 2016. FOTO: Getty Images/Alex Livesey

Talvez o momento mais marcante do dia foi no boxe. Um momento histórico para o Brasil. Da frustração em Pequim e Londres para a triunfal medalha de ouro nos Jogos Rio 2016. Robson Conceição é campeão Olímpico de boxe, feito inédito na história da modalidade no Brasil. Na disputa pelo título do peso leve (até 60kg), ele controlou desde o início o combate e venceu o francês Sofiane Oumiha em decisão unânime dos árbitros. Teve também as semifinais do meio-pesado, que deixaram com o bronze Joshua Buatsi da Grã Bretanha e o francês Mathieu Bauderlique. Mas para todos que estavam acompanhando o boxe nesta terça, o dia foi do Robson.

Robson Conceição se impôs diante do francês Sofiane Oumiha. FOTO: Getty Images/Christian Petersen
Robson Conceição se impôs diante do francês Sofiane Oumiha. FOTO: Getty Images/Christian Petersen

Confira o quadro de medalhas:

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