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UMA GRANDE HISTÓRIA DE LIBERTADORES QUE NÃO É TRATADA COMO TAL

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Durante o mês de março, a Argentina foi palco de uma grande história de Libertadores. Um time que chegou na última rodada da fase de grupos precisando golear o líder da chave e torcer para um empate no outro jogo para se classificar, não só se classificou, como foi parar na decisão e conquistou o título!

E a história ainda é mais impressionante quando lembramos que a equipe vice campeã tem uma maldição em competições que não a deixa sair das decisões com as taças. E que, mesmo amaldiçoada, ela ainda conseguiu protagonizar uma zebra histórica.

Tirou a equipe que era a atual campeã, dominante em seu país, e que nos últimos quatro jogos antes das semifinais havia vencido todos, marcado 27 gols e não sofrido nenhum. Eliminou essa equipe nós pênaltis, depois de empatar o jogo no último lance do tempo normal!

Isso tudo, aconteceu apenas com as três equipes que ficaram no pódio do torneio, sem falar nas outras grandes histórias que rolaram com os demais times. Baita torneio, né?

Ferroviária campeã da Libertadores 2021
Ferroviária campeã da Libertadores 2021. FOTO: Divulgação / Libertadores

Mas é uma pena que muitos não se lembrarão dessa competição daqui a um mês. E que tantos outros sequer souberam que essa libertadores aconteceu. Só por que ela foi disputada por mulheres.

A Libertadores Feminina mais uma vez entregou muito. Muito mais do que as histórias do Corinthians, terceiro lugar, do América de Cali, vice, e das campeãs da Ferroviária de Araraquara. Mas isso recebe muito menos reconhecimento do que o merecido.

Se tudo isso tivesse acontecido com equipes de homens, o noticiário seria pautado pelos comentários sobre as partidas, os patrocinadores estariam veiculando peças pra todo lado sobre a competição e as pessoas debateriam lance a lance, VAR a VAR.

Como são mulheres, o torneio foi regalado ao canto, muitas vezes mal iluminado e parcialmente encoberto pena ignorância, machismo e falta de empatia.

 

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