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COMO LIDAR COM UMA ITÁLIA OFENSIVA?

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A Itália ganhou a Euro 2021. E não foi qualquer Eurocopa. A competição teve um alto nível técnico e apresentou bons duelos durante todas as suas fases, com a Azzurra figurando sempre entre os protagonistas. Algo que, diante dos últimos anos da seleção italiana, já representou muito.

Depois da tragédia (no melhor estilo italiano) de ficar fora da Copa da Rússia, entre torcedores e imprensa parecia o clima de terra arrasada parecia se confirmar. Ninguém via saída para a Itália e a crise parecia profunda demais para se resolver. Para reerguer a seleção, a Federação Italiana de Futebol apostou em alguém que vinha precisando de uma guinada na carreira.

Foi aí que os caminhos da Azzurra e de Roberto Mancini voltaram a se encontrar. Depois dos seus anos de atletas e de polêmicas, como a que o deixou de fora da Copa de 94, Mancini voltou a seleção como o comandante que precisava tirar os tetracampeões mundiais do atoleiro. O próprio técnico precisava de um trabalho que revitalizasse sua carreira, que vinha de alguns insucessos. Um desafio dessa grandeza viria a calhar. Mas acho difícil que alguém imaginasse um resultado tão positivo.

Mancini construiu um Itália repleta de talentos jovens e de estilo ofensivo, aliados a um esquema tático funcional que aliou esse ímpeto de ataque com uma solidez defensiva impressionante. Desde as eliminatórias a Itália vinha mostrando bom futebol e conseguindo bons resultados, mas ainda pairava a desconfiança de saber como o time se comportaria numa competição contra outra camisas fortes. A Euro mostrou que o time promissor já é uma realidade.

O time mais ofensivo e de futebol mais bonito da competição encantou o mundo na mesma medida que surpreendeu. Imagine para os italianos, acostumados com esquadrões em que as defesas se destacavam, vendo um time que chegava ao ataque até com sete jogadores abafando o adversários. Laterais que apoiavam e um meio de saída rápida. Um mundo novo para o futebol italiano. Mas calma, nada disso significou uma equipe desguarnecida. A dupla Bonucci e Chiellini, dois monumentos do futebol, fizeram aquela que talvez tenha sido sua última grande apresentação internacional com a Azzurra. E em altíssimo nível. Dando aula. Tamanha a segurança que foram poucas as vezes em que a Itália precisou do seu jovem goleiro. Nessas ocasiões parcas, porém decisivas, pode contar com um gigantesco Donnarumma.

A Itália apresentou ao mundo um geração nova e já vencedora. Algo difícil de acontecer à nível de seleções. Jorginho (que inveja o Brasil deve sentir), Chiesa, Insigne, Spinazzola e tantos outros tem ainda um bom tempo de serviços a prestar para equipe nacional. Um time que lembra muito a Sampdoria dos tempos de jogador de Mancini e tantos outros de sua comissão técnica. Um time de presente vitorioso e um futuro promissor.

O que o futuro guarda para Itália? Difícil saber. Apesar de tudo isso que disse, a competitividade ainda é alta. A Espanha, voltou a dar sinais de vida, mesmo sem empolgar. A Inglaterra, mesmo de freio de mão puxado, ainda mostra ser forte. Por falar nisso, que golpe para o torcedor inglês foi essa final… Ah, e também tem a França, Portugal… Isso pra ficar só na Europa.

Se a Itália será a nova dona do futebol mundial, só o tempo dirá. O que dá pra falar hoje é que, sem dúvida, ela voltou para o topo e o mundo vai precisar se adaptar a uma Azzurra que vem para o ataque. O mundo e os próprios italianos. Quem ganha é o futebol.

Chiesa é um dos destaques do ataque italiano.
Chiesa é um dos destaques do ataque italiano. FOTO: UEFA
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