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DIA DE MULHERES FAZEREM HISTÓRIA

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Para começar o dia, esportes que começaram a ser disputados. Foi o primeiro dia de eliminatórias do ciclismo BMX e a primeira volta do golfe feminino – esse sim, completamente estreante. E o dia também começou com esperança de medalha para o Brasil no hipismo. A final dos saltos por equipes parecia promissora, mas não deu. A equipe brasileira de hipismo terminou em quinto lugar, enquanto a França ficou com a medalha de ouro, seguida de Estados Unidos e Alemanha.

E a Indonésia foi ao topo do pódio pela primeira vez nos Jogos Rio 2016. O esporte? Claro, o badminton. A parceria do país formada Tontowi Ahmad e Liliyana Natsir levou o ouro nas duplas mistas, o sétimo do país na história dos Jogos Olímpicos. Todos conquistados no badminton. O título veio com a vitória por 2 a 0 (21/14 e 21/12) sobre Peng Soon Chan e Liu Ying Goh, da Malásia. A medalha de bronze foi para Yunlei Zhao e Nan Zhang, que levaram a melhor no duelo chinês com Jin Ma e Chen Xu por 2 a 0, parciais de 21/7 e 21/11.

O boxe segue decidindo medalhas. O Cazaquistão ganhou seu terceiro ouro nos Jogos Rio com Daniyar Yeleussinov, que venceu as disputas no peso meio-médio (até 69kg). Atual vice-campeão mundial da categoria, o cazaque de 25 anos venceu a disputa com o uzbeque Shakhram Giyasov na final. Os bronzes já estavam garantidos para o marroquino Mohammed Rabii e o francês Souleymane Diop Cissokho.

Foi dia de decisão no vôlei de praia feminino. E não deu nada certo para as duplas brasileiras. Na disputa do bronze, Talita e Larissa chegaram a sair na frente, mas levaram a virada e perderam por 2 sets a 1 para a dupla americana Walsh e Ross. Walsh conquistou sua quarta medalha em quatro competições, três ouros e um bronze. Na decisão, mesmo com toda a arena torcendo para as brasileiras, o ouro ficou com a Alemanha. Ludwig e Walkenhorst tiveram uma atuação impecável e venceram Ágatha e Bárbara por 2 sets a 0, parciais de 21/18 e 21/14, conquistando seu primeiro título olímpico.

Laura Ludwig e Kira Walkenhorst comemoram o ouro alemão em Copacabana. FOTO: Getty Images/Ezra Shaw
Laura Ludwig e Kira Walkenhorst comemoram o ouro alemão em Copacabana. FOTO: Getty Images/Ezra Shaw

A decepção da praia não chegou na quadra. A seleção brasileira levou sustos com as contusões de Lucarelli e Lipe, mas venceu a surpreendente seleção da Argentina por 3 sets a 1, avançando às semifinais. Aliás, apenas peixes grandes nas semifinais. O adversário do time da casa será a Rússia, que despachou o Canadá, numa reedição da final de Londres. Na outra semifinal, a Itália, que eliminou a Irã, mede forças com os EUA, que não deu chances à Polônia.

O dia foi de muitas conquistas asiáticas. Algumas históricas. No tênis de mesa, por exemplo, a China foi dominante. Na última medalha do esporte nos Jogos Rio 2016, os chineses conquistaram o ouro e o tetracampeonato masculino por equipes. Com a conquista, a China confirmou o favoritismo e levou os quatro ouros colocados em jogo no tênis de mesa nos Jogos Rio 2016 – individual e por equipes, masculino e feminino. A prata e o bronze foram para Japão e Alemanha, respectivamente.

No taekwondo, o primeiro dia de competições também foi de domínio asiático, com os ouros de Sohui Kim, da Coreia do Sul, na categoria até 49kg feminina, e Shuai Zhao, da China, na categoria até 58kg masculina. Kim venceu uma luta dura com a sérvia Tijana Bogdanovic para ficar com o título olímpico. Os bronzes foram para Patimat Abakarova, do Azerbaijão, Panipak Wongpattanakit, da Tailândia. No masculino, Zhao superou o tailandês Tawin Hanprab na final. Luisito Pie, da República Dominicana, e Taehun Kim, da Coreia do Sul, completaram o pódio com o bronze.

Mas quem ficará para história mesmo é a japonesa Kaori Icho. Uma verdadeira lenda da luta olímpica, a lutadora japonesa dominou a categoria até 58kg e conquistou seu quarto ouro Olímpico consecutivo, sendo a primeira mulher a conseguir o feito em provas individuais. Além disso, ela é a única atleta tetracampeã Olímpica da luta estilo livre e a primeira japonesa a subir ao topo do pódio quatro vezes nos Jogos. Frente a essa gigante, que ficou invicta entre 2003 e 2016 e é dona de dez títulos mundiais, a russa Valeriia Zholobova fez uma ótima campanha, conquistando a prata. Os bronzes da categoria ficaram com a indiana Sakshi Malik – que ganhou a primeira medalha olímpica feminina de seu país – e com a tunisiana Marwa Amri.

Japonesa Kaori Icho comemora seu quarto título Olímpico na luta estilo livre. FOTO: Getty Images/Lars Baron
Japonesa Kaori Icho comemora seu quarto título Olímpico na luta estilo livre. FOTO: Getty Images/Lars Baron

Na luta olímpica feminina também foram decididas outras medalhas. E só deu Japão. Na categoria até 69kg feminina, com Sara Dosho, que superou a russa Natalia Vorobeva. Os bronzes ficaram com Anna Jenny Fransson, da Suécia, e Elmira Syzdykova, do Cazaquistão. Na categoria até 48kg, Eri Tosaka venceu Mariya Stadnik, do Azerbaijão. Os bronzes ficaram com Yana Sun, da China, e Elitsa Yankova, da Bulgária.

Foi um dia de decisão das vagas nas finais em dois esportes coletivos: no hóquei de grama feminino e no pólo aquático. E a Holanda segue firme na luta pelo tricampeonato olímpico, depois de um empate com a Alemanha e a classificação nos pênaltis. A adversária será a Grã Bretanha, que fez 3×0 sobre a Nova Zelândia. Já o pólo aquático será decidido por Itália e EUA. Campeã Olímpica em Atenas 2004, a seleção italiana está de volta ao pódio após duas edições sem medalhas. A equipe europeia passou pela Rússia por 12 a 9. Já os EUA, atual campeão olímpico, manteve o sonho do bi vivo ao passar pela Hungria por 14 a 10 na segunda semifinal.

Quem também decidiu sua semifinal foi o futebol masculino. No Maracanã o Brasil não deu a menor chance à zebra. Aplicou impiedosos 6×0 sobre a seleção de Honduras, com direito a gol de Neymar logo aos 15 segundos. O massacre credenciou o Brasil à decisão contra a Alemanha (será que vem revanche?) que venceu a Nigéria por 2×0, na Arena Corinthians.

A mesma sorte não teve a seleção de handebol masculino. Mas nada de lamentar. A melhor campanha da história da modalidade em Olimpíadas, parou nos atuais campeões mundiais, os franceses. E foi jogo duro, decidido no fim, que terminou 34×27 para a França. Eles enfrentam na semifinais a Alemanha, que superou o Qatar. A outra semifinal será entre Dinamarca e Polônia.

Já o basquete masculino tem suas semifinais definidas. Austrália, Espanha e Estados Unidos se classificaram com vitórias tranquilas, enquanto a Sérvia teve bastante trabalho para garantir vaga. A Austrália venceu a Lituânia por 90×64. O adversário nas semifinais será a Sérvia, que sofreu para conseguir uma vitória por 86 a 83 sobre a Croácia. Já a Espanha, que esteve flertando com a eliminação na primeira fase, venceu o superclássico europeu com a França, por 92×67. E vai ter outro duelo de muita tradição na semifinal, pois os adversários serão os americanos. O Dream Team passou pela Argentina por 105×78, com grande atuação de Kevin Durant. O jogo marcou também a despedida do grande Manu Ginobilli da seleção Argentina.

aul George encara a marcação de Patricio Garino: EUA venceram com folga. FOTO: Getty Images/Sam Greenwood
aul George encara a marcação de Patricio Garino: EUA venceram com folga. FOTO: Getty Images/Sam Greenwood

O atletismo tem sido bem fiel às zebras. Pelo menos uma por dia. A de ontem veio nas semifinais dos 200m rasos. Nada a ver com Bolt, que passou fácil, mas não se pode dizer o mesmo do seu rival Justin Gatlin, que não conseguiu avançar à decisão.

Festa dupla para a Jamaica nos 200m rasos do atletismo no Estádio Olímpico. Se Bolt passou para a decisão, na mesma noite Elaine Thompson venceu a prova e conquistou seu segundo ouro nos Jogos Rio 2016. A atleta de 24 anos, atropelou com o tempo de 21s78. A medalha de prata foi para Dafne Schippers, da Holanda, e o bronze ficou com a americana Tori Bowie.

Elaine Thompson ficou surpresa com sua vitória: "Estou correndo com uma lesão no tendão". FOTO: Getty Images/Shaun Botterill
Elaine Thompson ficou surpresa com sua vitória: “Estou correndo com uma lesão no tendão”. FOTO: Getty Images/Shaun Botterill

Nas outras duas finais da noite, domínio absoluto das atletas americanas. Nos 100m com barreiras, o país ocupou as três posições do pódio com Brianna Rollins, ouro, Nia Ali, prata, e Kristi Castlin, bronze. No salto em distância, dobradinha dos Estados Unidos, com ouro para Tianna Bartoletta, com 7,17m, e prata para Brittney Reese, com 7,15m. A medalha de bronze ficou com a sérvia Ivana Spanovic, que saltou.

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