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O DIA DA VELA E DO VÔLEI DE PRAIA DO BRASIL

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Para quem ainda não conhecia Isaquias Queiroz antes dos Jogos Olímpicos, ele está dando um cartão de visitas dos mais marcantes. Depois da prata no C1 1000m, Isaquias ganhou o bronze no C1 200m depois de uma arrancada espetacular do último para o terceiro lugar. Apenas quatro brasileiros antes dele haviam conseguido ir ao pódio duas vezes em uma mesma edição de Jogos: os nadadores Cesar Cielo (Pequim 2008) e Gustavo Borges (Atlanta 1996) e os atiradores Guilherme Paraense e Afrânio da Costa (ambos na Antuérpia 1920). O ouro foi para o ucraniano Iurii Cheban, que bateu o recorde olímpico da prova, e a prata para Valentin Demyanenko, do Azerbaijão.

Isaquias é só amor e faz um coração com a ajuda da medalha FOTO: Getty Images/Mike Ehmann
Isaquias é só amor e faz um coração com a ajuda da medalha FOTO: Getty Images/Mike Ehmann

O predomínio europeu se manteve nas outras provas da canoagem de velocidade do dia. No K1 1000m masculino, o ouro ficou com os alemães Max Rendschmidt e Marcus Gross. A prata ficou com os sérvios Marko Tomicevic e Milenko Zoric, enquanto os australianos Ken Wallace e Lachlan Tame terminaram com o bronze. No K2 200m masculino, os espanhóis Saul Craviotto e Cristian Toro ficaram com o ouro, superando as duplas da Grã Bretanha, Lian Heath e Jon Schofield, e da Lituânia, Aurimas Lankas e Edvinas Ramanauskas. Na última final da modalidade, Danuta Kozak da Hungria foi ouro, superando a dinamarquesa Emma Jorgensen na prova de K1 500m. O bronze foi para a Nova Zelândia, com Lisa Carrington.

Começar cedo no esporte faz diferença, mas tem uma galera que não só começa como também já sai ganhando medalha. Vice-campeã mundial, a jovem Qian Rei levou o ouro na prova feminina da plataforma de 10m feminina, subindo ao pódio ao lado da compatriotoa Yajie Si, de 17 anos. A chinesa é a atleta mais jovem a ir ao pódio nos Jogos Rio 2016. A “veterana” canadense Meaghan Benfeito, de 27 anos, garantiu o bronze.

Dupla chinesa divide o pódio da plataforma de 10m com canadense. FOTO: Getty Images/Al Bello
Dupla chinesa divide o pódio da plataforma de 10m com canadense. FOTO: Getty Images/Al Bello

Se não rolou com as Leonas, com os homens a Argentina fez a festa na Arena de Hóquei de Grama. Com forte presenta da “hinchada” portenha, que impulsionou o time como se o jogo fosse em seu próprio país, a seleção masculina venceu a Bélgica por 4×2 e conquistou o ouro, com direito a bicampeonato olímpico. O bronze ficou com a Alemanha, que superou a nos pênaltis por 4×3, depois de um empate em 1×1 com a Holanda.

Jogadores argentinos comemoram o ouro inédito no hóquei sobre grama FOTO: Getty Images/Sean M. Haffey)
Jogadores argentinos comemoram o ouro inédito no hóquei sobre grama FOTO: Getty Images/Sean M. Haffey)

Um duelo entre duas potências europeias definirá o campeão do torneio masculino de polo aquático dos Jogos Rio 2016. De um lado, a Croácia, ouro em Londres. De outro, a Sérvia, bronze nas duas últimas edições Olímpicas. A Croácia se credenciou para tentar o bi depois de derrotar Montenegro na semifinal por 12×8. Na segunda semifinal, a Sérvia saiu na frente, controlou a reação da Itália e venceu por 10 a 8.

No handebol feminino foram jogadas duas semifinais incríveis. As francesas venceram por 24 x 23 a seleção da Holanda, atual vice-campeã mundial e responsável pela eliminação do Brasil. A outra semifinal só foi decidida na prorrogação. Faltando quatro segundos para o cronômetro zerar, a Rússia vencia a Noruega por 31 x 30. Mas a atual bicampeã Olímpica fez um gol, e levou a partida para a prorrogação. O gol que deu a vitória para a Federação da Rússia por 38 x 37 saiu a apenas 31 segundos do fim. Com o resultado, as russas voltam a disputar a final depois de oito anos, quando foram prata em Pequim.

No boxe, o dia foi de sacramentar a superioridade de uma das maiores potências do esporte. Com o ouro conquistado por Julio Cesar La Cruz no meio-pesado (até 81kg) no Rio 2016, o país caribenho passou a ter pelo menos um título Olímpico em cada uma das 12 categorias masculinas do boxe nos Jogos. La Cruz superou Adilbek Niyazymbetov, do Cazaquistão, por pontos no combate decisivo. Os bronzes da categoria foram para o britânico Joshua Buatsi e para o francês Mathieu Bauderlique. Outras três finais foram definidas no decorrer do dia. No peso mosca feminino (até 51kg), a decisão será entre a britânica Nicola Adams, ouro em Londres, e a francesa Sarah Ourahmoune. No peso galo masculino (até 56kg), os finalistas são o russo Vladimir Nikitin e o uzbeque Murodjon Akhmadaliev. No peso médio masculino (até 75kg), a final será entre Arlen Lopez, de Cuba, e Bektemir Melikuziev, do Uzbequistão.

Imagina uma família que tem dois filhos disputando o ouro. Agora imagina os dois disputando o ouro. Foi o que rolou com a família Brownlee no triatlo masculino. Os irmãos Alistair e Jonathan Brownlee fizeram uma disputaram a liderança até o fim e o ouro acabou indo para Alistair, que já havia conquistado o ouro em Londres. A diferença entre os dois foi de alguns segundos. Henri Schoeman, da África do Sul, conquistou o bronze.

Os chineses já conquistaram mais de cinquenta medalhas olímpicas no Rio, mas estão prá lá de insatisfeitos. Se comemoraram os saltos ornamentais, como falamos anteriormente, estão indignados com o badminton. Sem as vitórias esperadas, viram o Japão ir ao topo do pódio. A dupla formada por Misaki Matsutomo e Ayaka Takahashi levou o título da competição feminina, derrotando a parceria dinamarquesa formada por Christinna Pedersen e Kamilla Juhl por 2 sets a 1 (18/21, 21/9 e 21/19). A China não ficou nem com o bronze. A dupla sul-coreana formada por Seung Chan Shin e Kyung Eun Jung bateu as chinesas, de Yang Yu e Yuanting Tang, por 2 a 0 (21/8 e 21/17). O dia foi ruim para a dupla masculina da China também. Na decisão do bronze, Biao Chai e Wei Hong perderam para Marcus Ellis e Chris Langridge.

Outra tradição que parecia que não seria honrada era a do Brasil na vela. Parecia. Foi na última regata, mas veio uma medalha para o Brasil. E de ouro. Campeãs mundiais em 2014, Martine Grael e Kahena Kunze venceram a regata da medalha da classe 49er Fx, que faz sua estreia olímpica, e conquistaram o título na Marina da Glória. Elas superaram a dupla medalha de prata  Molly Meech e Alex Maloney, da Nova Zelândia, apenas na penúltima boia, chegando à frente por míseros dois segundos. O bronze ficou com a Dinamarca, graças à dupla Katja Salskov-Iversen e Jean Hansen.

Festa no pódio com Martina Grael e Kahena Kunze. FOTO: Getty Imagez/ Matthias Hangst
Festa no pódio com Martina Grael e Kahena Kunze. FOTO: Getty Imagez/ Matthias Hangst

O basquete e o vôlei estão chegando em sua reta final e foi dia de decisão nas semifinais dos torneios femininos. No basquete, um duelo equilibradíssimo entre Sérvia e Espanha, credenciou as espanholas para a decisão, após vitória por 68×54. A outra semifinal foi bem mais protocolar, com o Dream Team feminino dos EUA fazendo 86×67 na França. No vôlei a juventude de sérvias e chinesas falou mais alto. Num jogaço, a Sérvia eliminou a grande favorita ao ouro pós-eliminação do Brasil, os EUA, por 3 sets a 2. Na decisão a adversária será a algoz brasileira, a China, que despachou a Holanda por 3 sets a 1.

O Japão é dominante na luta olímpica feminina. Nada mais normal do que esperar que Saori Yoshida, 13 vezes campeã mundial e invicta a 189 lutas, levasse o ouro na categoria até 53kg. Aliás, foi o que ela já tinha feito nas três última Olimpíadas, sendo mais do que normal imaginar que ela repetisse o feito de sua compatriota Kaori Icho, também da luta olímpica, tornando tetracampeã. Mas numa zebra gigantesca – uma das maiores dos Jogos – ela foi derrotada pela americana Helen Maroulis, ficando com a prata.

Louise em êxtase e Saori aos prantos no pódio. FOTO: Mariana Bazo/Reuters
Maroulis em êxtase e Saori aos prantos no pódio. FOTO: Mariana Bazo/Reuters

O dia do atletismo foi muito movimentado. A primeira medalha do dia foi nos 400m com barreira, vencida pelo americano Kerron Clement. Boniface Tumuti, do Quênia, e Yasmani Copello, da Turquia, completaram o pódio. Na final da prova feminina, a vitória foi de Dalilah Muhammad, dos EUA, com a dinamarquesa Sara Petersen em segundo e a americana Ashley Spencer em terceiro.

No arremesso de peso, Darlan Romani ficou em 5º e quebrou o recorde brasileiro, com 21,02m. O ouro foi para Ryan Crouser, dos EUA, que registrou ainda o recorde Olímpico com a marca de 22,52m. Joe Kovacs, também dos EUA, levou a prata, e o bronze ficou com Thomas Walsh, da Nova Zelândia.

Quando o assunto foi resistência, também deu EUA. No decatlo, o ouro ficou com o “Superman” Ashton Eaton. Kevin Mayer, da França, levou a prata, e Damian Warner, do Canadá, ganhou o bronze. Os atletas americanos só não marcaram presença no pódio do lançamento de dardo feminino, onde o ouro foi para a croata Sara Kolak. Na sequência viram a sul-africana Sunette Viljoen e a tcheca Barbora Spotakova. Ah, desculpem! Faltou falar dos 200m rasos masculinos…

Enquanto a grande maioria dos atletas veio ao Rio para competir, Usain Bolt parece estar a passeio. Na final dos 200m, o astro jamaicano fez cara feia e mostrou insatisfação com seu tempo, já que queria quebrar o recorde mundial. Mas – além dele – quem liga? Bolt completou a prova em 19,78s, bem à frente do medalhista de prata, o canadense Andre de Grasse. O bronze foi para o francês Cristophe Lemaitre. Com isso o raio já é tricampeão olímpico dos 100m e 200m, podendo ser tri também no 4x100m. E passeando!

Bolt coleciona oito ouros Olímpicos e ainda vai buscar o nono. FOTO: Getty Images/Ezra Shaw
Bolt coleciona oito ouros Olímpicos e ainda vai buscar o nono. FOTO: Getty Images/Ezra Shaw

O ponto bizarro do dia no atletismo veio nas semifinais do revezamento 4x100m rasos femininos. A equipe dos EUA deixou o bastão cair e foi eliminada. Posteriormente, mediante reclamação, os juízes reviram a prova e desclassificaram a equipe do Brasil, por invasão de raia e por atrapalhar a passagem do bastão das americanas. A decisão polêmica deu aos EUA uma nova chance e as atletas correram sozinhas, mais tarde, conseguindo o tempo para a final.

Se nas pistas o dia não foi 100% para o Brasil, o encerramento do vôlei de praia foi apoteótico. Depois da dupla holandesa Meeuwsen e Brouwer garantir o bronze, Bruno e Alisson e os italianos Nicolai e Lupo entraram em quadra para decidir a medalha de ouro. E os brasileiros foram perfeitos. Venceram por 2 sets a 0 e retomaram o título olímpico para o país, para o delírio de uma arena lotada em Copacabana.

Com os resultados, o Brasil – dentro das suas possibilidades – pegou o elevador no quadro de medalhas, superando sua melhor campanha olímpica.

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