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GALO, CORINTHIANS E A NOITE HISTÓRICA NO MINEIRÃO

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Mais uma noite épica no Mineirão. Mais um jogo memorável no estádio que, desde a reforma, viu muitos dos mais memoráveis jogos dos times mineiros e da inesquecível Copa do Mundo – incluindo, é claro, a aula de futebol da Alemanha contra o catado de jogadores do Brasil, que deve ser lembrado sempre.

Na noite de quarta feira, o Galo escreveu mais um capítulo heroico de sua historia, bem do seu jeito. Pela Copa do Brasil, que nunca foi lá sua praia, teve mais um desafio aos moldes dos dramáticos jogos da Libertadores 2013. As boas lembranças daqueles jogos eram as esperanças do torcedor que compareceu ao Mineirão, que se agarravam de novo ao “Eu Acredito”, mesmo sabendo que vinha mais sofrimento pela frente, devido aos injustos 2×0 a favor do Corinthians do primeiro jogo em São Paulo.

Jogadores comemoram ironizando a dança do técnico Mano no jogo de ida. FOTO: Atlético-MG
Jogadores comemoram ironizando a dança do técnico Mano no jogo de ida. FOTO: Atlético-MG

Mas o talento do Galo para o sofrimento e para conquistas a duras penas se fazia presente novamente no gol de Guerrero, aos 4 minutos de jogo, numa bola despretensiosa que o centroavante acabou ganhando de Jemerson e colocando no fundo das redes de Victor. Mas a coragem e brio dos jogadores, que marca a historia do atual time do Galo e fazem deste um time copeiro que cresce em decisões, não deixaria o Galo se abater, como esperavam Mano e seus comandados.

Guilherme tem atuação genial no Mineirão. FOTO: Atlético-MG
Guilherme tem atuação genial no Mineirão. FOTO: Atlético-MG

Os mineiros mantiveram a intensidade, a movimentação absurda e o volume de jogo que caracterizam este time. Partiram pra cima e passaram a dominar o jogo, liderados principalmente por Guilherme. O camisa dez, em noite inspiradíssima, liderava a armação e ainda apareceu pra marcar duas, na verdade três vezes no jogo, aparecendo em todo campo e sendo fundamental no futebol moderno praticado pelo Galo nesta partida. Outros não menos importantes, mas menos inspirados, foram Tardelli e Luan, por sua importância no time e principalmente pelo sacrifício. Tardelli, por jogar depois de 30 horas de viagem e uma partida no dia anterior pela seleção. Luan, por jogar com dores na costela, a ponto de ter de sair chorando de campo no segundo tempo. Ambos símbolos da raça alvinegra no jogo. Ainda se destacaram Marcos Rocha e Edcarlos, autor do gol decisivo.

No sacrifício, Tardelli contribuiu para a classificação. FOTO: Atlético-MG
No sacrifício, Tardelli contribuiu para a classificação. FOTO: Atlético-MG

O resultado foi um domínio absurdo e uma virada incrível do Galo, que não só fez os 4 gols que precisava, como poderia ter feito mais, embora, inevitavelmente, tenha corrido alguns poucos riscos com Guerrero, que jogou isolado na frente. Resultado que, pelos dois jogaços, foi merecidíssimo e premiou o time que se jogou e correu todos os riscos, em detrimento do outro, que acabou abdicando do ataque e, no fim das contas, dançou, como “queria” seu treinador.

Pecado mesmo só a ultima bola do jogo, que poderia ter levado a mais um lance histórico do futebol: o gol que Pelé não fez e Marcos Rocha também não. Tudo porque Fagner tirou em cima da linha o chute do meio campo que o lateral alvinegro desferiu ao ver Cassio fora do gol.

Festa da massa no Mineirão. FOTO: Atlético-MG
Festa da massa no Mineirão. FOTO: Atlético-MG

Além de uma virada sensacional, fica a impressão de que o Galo pode aspirar coisas grandes na temporada. O titulo da Copa do Brasil é possível, embora dependa de uma vitória contra o Flamengo – historicamente uma pedra no sapato atleticano – mas é uma excelente oportunidade para acabar com mais uma escrita de tantas que este time já rompeu. Uma classificação para a Libertadores via campeonato Brasileiro também não é nada inimaginável. Já o titulo é difícil de acreditar, dada a vantagem do Cruzeiro, mas com a ressalva de que este é um time que gosta de desafiar a lógica. Sonhos a parte, a concretização de uma dessas possibilidades coroaria o excelente trabalho de Levir Culpi que, com 6 meses, sem tempo pra treinar e com elenco limitado por inúmeras lesões, conseguiu retirar o time das “férias prolongadas” que se encontrava e mobilizou os jogadores para dar padrão ao time. Recuperou o bom futebol e principalmente a competitividade que havia se perdido na temporada passada e na desastrosa passagem do técnico anterior. Já vemos um futuro melhor para este time do Galo, que pode ainda seguir escrevendo a história alvinegra.

 

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