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CRUZEIRO, ATLÉTICO E TODOS OS INGREDIENTES PARA UMA PARTIDA ÉPICA

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O que esperar de um grande jogo? Craques em campo, dois grandes times, tensão de lado a lado e rivalidades afloradas. Às vezes, se espera um grande espetáculo e o jogo sequer será lembrado por muito tempo, como na semi-final da ultima Copa do Mundo entre Argentina e Holanda. Messi de um lado e Robben de outro, ambos em grande fase e sendo destaque dos times que ainda contavam com outros grandes jogadores. Na história um clássico que já foi final de Copa. Mas, no final das contas, um jogo tenso demais, amarrado demais e um 0x0 teimoso. Outras vezes, temos um jogo cheio de expectativas e elas são facilmente superadas, como foi aquele Bayern e Barça que marcou o fim simbólico de um dos maiores times da história desse esporte, em um atropelo alemão com um 7×0 nas duas partidas. Talvez até um pressagio de outro grande espetáculo que foi o catastrófico, histórico e inesquecível 7×1 no Mineirão, um jogo fantástico que sem duvida marcou a Copa que muitos consideram a Copa das Copas.

O que temos nessa final da Copa do Brasil, sem duvida, é um desses embates históricos. Os ingredientes estão todos aí. Sem zebras, Atlético e Cruzeiro chegaram a final e mostram porque são quase unanimidade quando se quer apontar os melhores times do Brasil na atualidade. Os times que, guardadas as devidas proporções e dentro da realidade, jogam um futebol ofensivo, brilhante e tentam se impor pela qualidade e pelo bom futebol para alcançar os resultados. E que resultados.

Partida truncada na primeira parte da decisão. FOTO: Cruzeiro
Partida truncada na primeira parte da decisão. FOTO: Cruzeiro

O Galo se recuperou de um péssimo inicio de ano e, após a chegada de Levir Culpi, aos poucos recuperou e até aprimorou o futebol de garra e intensidade da época da Libertadores, mesmo que às custas de perda do ídolo Ronaldinho e outras referencias do time, como Rever, lesionado, e Jô, que se perdeu ao longo do ano. Reorganizado, o Galo reinventou sua arte de operar milagres nas duas classificações épicas contra Corinthians e Flamengo, invertendo nas duas vezes a vantagem de 2×0 (sempre ele) que os adversários impuseram no primeiro jogo, além de espantar o histórico de fracassos contra estes dois.

Já o Cruzeiro manteve a performance do último ano e acaba de conquistar mais um indiscutível titulo brasileiro, o segundo consecutivo. Um time mais técnico que o rival e com um grande elenco e futebol vistoso, que tenta conquistar novamente a tão falada Tríplice Coroa, além do penta da Copa do Brasil, que o transformaria no maior vencedor da competição, pelo menos por um tempo.

A Primeira Batalha

O sorteio impôs o primeiro grande jogo da histórica decisão com mando do Galo. Toda tensão do mundo era concentrada na capital do futebol brasileiro. Era difícil trabalhar e se concentrar em qualquer coisa naquela quarta feira que não fosse a expectativa para o jogo. Desde cedo era difícil encontrar alguém alheio ao grande embate entre os grandes rivais. Todos ansiosos para o confronto mais importante da historia do grande clássico em todos os tempos. Nunca antes o clássico valeu uma taça nacional.

As polemicas como sempre já estavam armadas. A decisão do Galo de levar a primeira partida para o Independência gerou revolta dos dirigentes cruzeirenses, que queriam a decisão no Mineirão. Pra piorar o Atlético resolveu pedir ingressos para o segundo jogo da final, o que levou a segunda polêmica, sobre o número de ingressos para a torcida visitante, que rende até agora. Decisões que além de gerarem brigas desnecessárias prejudicam o espetáculo.

Independência alvinegro no jogo de ida da final. FOTO: Atlético
Independência alvinegro no jogo de ida da final. FOTO: Atlético

No fim das contas o primeiro jogo teve só torcida atleticana no Horto. Apesar do preço muito salgado, que afastou o torcedor do campo, o estádio estava lotado. No restante da cidade, cruzeirenses e atleticanos, em casa ou dividindo os bares, se voltavam para o jogo e faziam a festa. Todos a espera do primeiro embate.

Chegou a hora do inicio da partida. O estádio explode pela primeira vez com a entrada do time da casa. Logo nos primeiros minutos, o Galo mostra porque fez tanta questão de jogar em seu Caldeirão. No embalo da torcida, Luan com a estrela de sempre, abre o placar e leva a loucura pela segunda vez o torcedor no Horto. O Cruzeiro embora em desvantagem segue tentando segurar o ímpeto do galo. Em quase todo o primeiro tempo o jogo seguiu disputado e amarrado com ambos os times neutralizando os pontos fortes do adversário. O galo sai para o intervalo em vantagem e um pouco melhor na partida.

Luan e Dátolo decidem o jogo de ida da final. FOTO: Atlético
Luan e Dátolo decidem o jogo de ida da final. FOTO: Atlético

Os times voltam para a segunda etapa. Para o Galo interessava aumentar a vantagem e não sofrer nenhum gol. Para o Cruzeiro restava tentar melhorar a inoperância ofensiva, muito por causa da má atuação de seus principais jogadores e do cansaço graças às varias e desgastantes pelejas que o colocavam como líder do brasileiro. O Galo mantinha sua intensidade marcante e partia pra cima do rival acuado. O domínio do alvinegro é mais flagrante no segundo tempo e acaba dando no segundo gol, marcado por Dátolo. O estádio explode pela terceira vez. O Galo se impunha mais uma vez sobre o rival e de quebra havia aberto grande vantagem. A partir daí o time diminuía o ritmo e ficava entre não sofrer gols e aumentar a vantagem. Chances surgiram com Tardelli e Marcos Rocha, mas Fábio operou mais dos costumeiros milagres e acabou segurando a pressão do time da casa, impedindo que o confronto acabasse no primeiro jogo.

Torcedores, em êxtase ao final da partida, sabiam que embora não tenha nada decidido o alvinegro havia alcançado grande feito e um grande passo rumo ao título inédito. Merecida vitória de quem mostrou que a máxima “Caiu no Horto tá morto” faz todo o sentido.

O derradeiro confronto

Passados estes intermináveis 15 dias é hora do segundo confronto. Agora no Mineirão, abarrotado de torcedores celestes, teremos a última parte dessa histórica final mineira.

Para o Cruzeiro, resta aproveitar o apoio da torcida para tentar fazer as vezes de milagreiro e repetir o que o rival tanto fez no último ano e meio. Terá de mostrar porque é o agora bicampeão brasileiro e porque é considerado o melhor time do país. Só resta atacar e tentar superar a desvantagem no placar. Terá de contar com uma partida quase perfeita e uma atuação heroica de seus craques. Um mal dia do adversário também seria bem vindo. A tarefa e árdua mas não é impossível. Seria uma grande façanha e daria aos celestes um ano perfeito.

Cruzeiro comera o título brasileiro às vésperas da decisão. FOTO: Cruzeiro
Cruzeiro comera o título brasileiro às vésperas da decisão. FOTO: Cruzeiro

Ao Atlético resta um jogo apenas para alcançar o titulo inédito e para marcar uma campanha heroica – mais uma – a campanha que aperfeiçoou a arte de operar milagres e ainda fez com que o torcedor lavasse a alma em cima de dois grandes carrascos. Poderia ser a conquista perfeita com o final marcado pela superação de seu maior rival. Para isso, conta com um time sempre vibrante acostumado a grandes decisões e que mantém a característica de crescer nos grandes jogos.

Luta não faltará de ambos os lados e espera se que, qualquer que seja o resultado, haja um grande jogo, a altura da grandeza dos dois rivais e de tudo que envolve este clássico.

 

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