A Libertadores do Galo

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Libertadores2013

 

Uma Libertadores imprevisível, mais até do que em outras edições. Chegamos às semifinais com apenas um campeão na disputa e com equipes que poucas vezes chegaram, mas que dessa vez vieram com tudo. E a sensação da edição deste ano é o Galo.

Único brasileiro a sobreviver na competição, o Atlético mostra maturidade e um futebol moderno e fez do Independência uma arma mortal contra seus adversários. Sob comando de Ronaldinho Gaúcho, que saiu do limbo junto com o time mineiro, o Galo faz a melhor campanha de sua história na Libertadores, chegando às semis com uma campanha fantástica, que inclui superação, bom futebol e algumas partidas épicas.

A última delas foi na quinta, dia 30, quando empatou em 1×1 com o Tijuana-MEX e se classificou para as semi-finais. Saiu perdendo, buscou o empate, viu o adversário perder gols, perdeu os seus e no fim teve um pênalti contra, nos acréscimos, que colocou em risco todo a sua campanha. Brilhou a estrela de Victor, que uma das defesas que figurará por anos na história do clube. Dessa vez, o azar do Cuca não pegou. Foi na raça, como a torcida do Galo gosta. O @cirio_oliveira que o diga. Segundo informações, o ilustre atleticano do blog chorou como criança em sua viagem para Gramado, após ver a defesa história do goleiro de seu time.

O Galo chega as semi-finais como franco favorito a fazer história e, teoricamente, só o Newell’s Old Boys poderá atrapalhar o time mineiro. O time do Messi (se é que podemos dizer isso) chegou gabaritado pela vitória épica nos pênaltis contra o Boca Jrs., após 26 cobranças. Um time técnico de defesa dura e boa técnica, comandando por Maxi Rodrigues, Heinze e Scocco, promete ser um rival difícil para o time do Horto.

A outra semi tem o surpreendente e, principalmente, eficiente Santa Fé da Colômbia. O time que derrubou o Grêmio tem um forte meio-campo e um trio de ataque que tem se sobressaído, mas depende demais do seu meia argentino Omar Perez. Seu adversário é o calejado Olímpia do Paraguai, tricampeão da competição. O semifinalista de maior tradição na competição não é nem de longe o de melhor futebol, tendo se valido da velha fórmula de sucesso do futebol paraguaio: retranca fora de casa e catimba no Defensores Del Chaco. Foi assim que tirou o Fluminense e provavelmente, assim será até o final.

Se levarmos em conta a qualidade do futebol, essa e a Libertadores do Galo (como tem sido até então), mas naturalmente devemos ponderar o imponderável. Vai que sem o Horto a coisa desanda. Vai que a Colômbia nos apresenta mais uma de suas zebras. Vai que o time do Galo é preso no vestiário em Assunção. Vai que o Messi chega por ai, para passar umas férias num safari pelos campos sulamericanos. A verdade é que a torcida do Galo está nas nuvens e vai ser difícil alguma dessas três equipes derrubar o time do Cuca.

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