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UMA SEMIFINAL À ALTURA DA COPA DO MUNDO DE RÚGBI

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Depois de dois grandes jogos na fase semifinal da Copa do Mundo de Rúgbi, temos desenhado o confronto que valerá o cobiçado título. Neste sábado, a partir das 14:00 (de Brasília), o mundo conhecerá seu primeiro tricampeão mundial de Rúgbi. Isto porque Nova Zelândia e Austrália estarão em campo (cada uma com seus dois títulos), sobre o lendário gramado de Twickenham, em Londres, pela final da Copa do Mundo de Rúgbi.

Antes disso, na sexta, já conheceremos o 3º colocado do campeonato, já que Argentina e África do Sul se enfrentarão no Olímpico, também em Londres. O jogo que em todos os esportes é considerado um fardo, uma mera obrigação desgostosa de quem chegou tão perto, mas falhou, para o Rúgbi também tem seu valor; já que ninguém entra em campo simplesmente por entrar. Se entra, é para honrar sua camisa, seus companheiros, seu suor e seu sangue.

Os jogos que definiram os confrontos do final de semana vindouro foram grandes embates semifinais, realmente dignos de uma copa do mundo, realmente dignos do mundo do Rúgbi. Nova Zelândia x África do Sul realmente entregaram tudo o que se esperava do combate dos gigantes. Austrália se mostrou mais tranquila que a Argentina, que por sua vez se mostrou brava e lutadora, como esperado.

All Blacks e Springbocks escreveram uma grande página da história do Rúgbi na primeira partida da fase semifinal. No jogo que foi considerado o segundo mais importante entre as duas seleções, perdendo apenas para a lendária final de 1995 (aquela mesma, do Mandela e do filme Invictus), fizeram um dramático placar de 20 x 18 para a equipe do haka e mais uma mostra de extrema força da seleção neozelandesa. Em um jogo de apenas dois tries (ambos vestidos de preto), All Blacks saíram na frente, depois houve uma virada sul-africana (aproveitando de muitos penais cedidos pelo adversário), para uma segunda virada neozelandesa e um desenrolar emocionante durante os 80 minutos do jogo. Sem sombra de dúvida, este é o maior jogo de rúgbi do mundo, o espetáculo dos dois nesta semifinal apenas corroborou com esta análise.

A árdua partida entre os All Blacks e Springboks. FOTO: Getty Images
A árdua partida entre os All Blacks e Springboks. FOTO: Getty Images

Enquanto isso, Austrália já é bicampeã e Argentina disputava sua segunda semifinal, mas pairava uma pequena dúvida sobre o que seria o jogo, já que argentinos desta vez entraram na disputa do título como protagonistas, enquanto a Austrália vinha de uma maratona classificando-se no grupo da morte (com Gales, Inglaterra e Fiji, além do Uruguai figurando) e saindo da quarta de final mais pesada (jogo contra a Escócia decidido no último lance). Desses detalhes que poderiam fazer a diferença, o que pesou mesmo foi para o lado argentino. Los Pumas parecem ter sentido esta nova condição e se atrapalharam muito, principalmente nos primeiros minutos do jogo. De cara, foram dois tries australianos antes dos 10 minutos de partida, o que acabou por impedir uma entrada argentina no jogo, mesmo que na maior parte do cortejo, Argentina tenha equilibrado as forças com os Wallabies. Por final de contas, além dos dois tries iniciais, australianos conseguiram mais duas conversões, enquanto argentinos conseguiam descontar apenas em penais. A defesa australiana se mostrou um muro intransponível para o jogo de mão argentino, o placar fechado em 29 x 15 demonstrou bem a dificuldade argentina no jogo.

A Austrália fez valer o favoritismo contra os argentinos. FOTO: Getty Images
A Austrália fez valer o favoritismo contra os argentinos. FOTO: Getty Images

Aliás, não apenas nesta semifinal, como durante toda a Copa do Mundo, a defesa australiana vem se mostrando o grande trunfo dos Wallabies. Esta deve ser a tônica da final, um time poderosíssimo da Nova Zelândia tentando fazer algo contra a defesa poderosíssima da Austrália. Aí mora a grande chance australiana de sair vitoriosa sábado. A Nova Zelândia traz consigo o favoritismo para o jogo, mas não é absurda a ideia de a Austrália ganhar.

As exibições defensivas da Austrália tem sido o principal destaque do time na competição. FOTO: Rugby World Cup
As exibições defensivas da Austrália tem sido o principal destaque do time na competição. FOTO: Rugby World Cup

Fato é que, se a Nova Zelândia ganhar, além de surgir o primeiro país com três Copas do Mundo de Rúgbi, teremos o primeiro bicampeão, já que os All Blacks ganharam a última edição da copa. Caso isto aconteça, já há rumores de que se coroará em Londres não “apenas” o campeão mundial, mas o melhor time de Rúgbi de todos os tempos.

A força ofensiva da Nova Zelândia será testada na semifinal. FOTO: Rugby World Cup
A força ofensiva da Nova Zelândia será testada na semifinal. FOTO: Rugby World Cup

Mas também é fato que, se há um time capaz de deixar toda essa pujança neozelandesa chupando dedo, este time é a Austrália. A grande campanha até aqui fortificou esta percepção e, assim que a bola voar neste sábado, teremos mais que uma final de Copa do Mundo de Rúgbi (o que está muitíssimo longe de ser pouca coisa, saliente-se), teremos o jogo de rúgbi mais recheado de história desde aquele dia em que Mandela entregou a taça para Pienaar, 20 anos atrás… Será que com mais uma derrota da Nova Zelândia?

Os jogos terão transmissão ao vivo e in loco pela ESPN, no Brasil. Sexta-feira (30), África do Sul x Argentina se enfrentam a partir das 18:00, de Brasília. No sábado (31), a final Nova Zelândia x Austrália começa às 14:00, também de Brasília. Programe-se, não perca a chance de ver a nata do rúgbi jogando, tente pegar um pedaço das transmissões antes de o jogo iniciar, para tentar ver como foram as campanhas, quem são os jogadores para ficar de olho na partida, etc. Corre lá, é final de Copa do Mundo!

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