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GÊNIOS DO ESPORTE | MICHAEL PHELPS E SEU CARDUME DE MEDALHAS

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O nome de Michael Phelps é conhecido nos quatro cantos do mundo e seu legado como maior de todos os tempos, sem dúvida, ainda vai ser conhecido e respeitado por gerações. O maior medalhista olímpico e dono do maior desempenho olímpico até os dias atuais, cravou seu nome na história da natação e do esporte. Dificilmente perderá seu posto dadas as impressionantes marcas que alcançou.

Desde o início, um fenômeno

Phelps começou a nadar aos 7 anos de idade, por influência das irmãs mais velhas, também nadadoras. Segundo consta, era uma forma de se ocupar, como hiperativo que era. O primeiro feito de maior destaque foi alcançado aos 10 anos: o recorde nos 100m borboleta. Ainda hoje é detentor de 12 recordes americanos da categoria até 18 anos. Seus ídolos na juventude eram Tom Malchow e Tom Dolan, não por acaso, especialistas em borboleta e medley.

Phelps tinha uma aplicação aos treinos poucas vezes vista, uma incrível disciplina para treinar, sem descanso em feriados e fins de semana. Sete dias por semana, sem a necessidade de parar um dia para descansar. Somente grandes imprevistos o impediam de treinar.

O resultado disso foi Phelps chegar as Olimpíadas de 2000 em Sidney, aos 15 anos como o mais jovem americano da seleção olímpica de natação do país e o mais novo da natação masculina americana a nadar uma Olimpíada desde 1932. Entretanto, naquela Olimpíada ele conseguiu apenas o quinto lugar nos 200m borboleta. Imediatamente após a prova, frustrado, Phelps foi treinar na piscina ao lado. Questionado sobre porquê fazia aquilo, disse: “estou treinando para a Olimpíada de 2004.”

Atenas 2004 e o sonho de ser o melhor 

Antes de Atenas, Phelps mostrou do que era capaz no Mundial em Barcelona. Foram seis medalhas, sendo quatro ouros, e cinco recordes mundiais (inclusive, dois no mesmo dia).

Phelps chegou a Atenas disposto a se tornar o melhor de todos os tempos. Para isso precisava conseguir superar o recorde de Mark Spitz, o homem que conseguiu sete ouros em uma mesma Olimpíada, em Munique 1972. Obcecado por ser o melhor, precisava superar o australiano Ian Thorpe, uma de suas referências e apontado como o melhor da época. Por isso nadou os 200m livre, prova na qual não era habituado e não tinha tantas chances de vencer. E acabou não vencendo mesmo. A medalha de bronze o fez treinar freneticamente nos 200m livre, para as próximas Olimpíadas. E vale lembrar que ele terminou aquelas Olimpíadas com SEIS ouros.

Nos anos seguintes, Phelps seguiu empilhando recordes e arrasando todas as competições. Já no Mundial de 2005, conseguiu ouro e recorde nos 200m livre que faltara em Atenas. No Mundial de 2007, só não saiu com 8 ouros (isso mesmo, todas as provas!) por ter sido desclassificado no revezamento 4×100 medley.

O auge Pequim 2008

Com tudo isso, chegou a Pequim 2008, que seria onde ele finalmente teria tudo que sonhou. Phelps manteve-se imbatível nas provas que já dominava e arrebatou ouro em todas elas. Inclusive, nos 200m borboleta, ele terminou às cegas, graças aos óculos que se encheram de água. E adivinhem… ele treinou para isso! Completou a prova pelo número de braçadas que calculou previamente para completar cada volta na piscina.

Nos 200m livre, que impediu seu feito em Atenas, finalmente a vitória foi dele. Aliás, conseguiu o ouro e o recorde da prova. Foi seu único ouro nessa prova no individual e não por acaso aquela, dentre tantas vitórias fantásticas, que ele considera a melhor de sua carreira.

“Os 200m livre da Olimpíada de 2008. Foi a melhor prova que nadei, do começo ao fim.”

Nas outras provas daqueles Jogos, vieram mais vitórias e ele finalmente chegou à perfeição. Terminou a campanha com as oito medalhas de ouro que disputou e superou a marca de Mark Spitz, que parecia impossível. Além disso, vieram mais 7 recordes batidos em oito provas. Assim, Phelps se colocou ainda mais acima na história e se afirmou como o maior de todos os tempos.

Os anos seguintes e a depressão

Nos anos seguintes continuaria dando show nas piscinas, mas vivendo altos e baixos fora dela. Passou por grandes problemas com depressão, tendo chegado a pensar em suicídio e a se internar em clínica de reabilitação por longo tempo. Ele citou esse período em uma entrevista à CNN, após o fim de sua carreira.

Nas Olimpíadas de Londres 2012, ficou dias trancado no quarto. Ainda assim, conseguiu mais um desempenho absurdo tornando-se o atleta mais laureado da história dos Jogos Olímpicos, com um total de 22 medalhas obtidas em três edições. De quebra ainda foi o primeiro a vencer a mesma prova três vezes consecutivas, nos 4×200 metros livres.

Após Londres, muito devido a depressão pela qual passava, se aposentou pela primeira vez, se dizendo sem motivação para encarar a rotina de treinos e competições. O período foi conturbado e polêmico e Phelps só voltaria às piscinas em 2014, depois de longo período internado se reabilitando. Ele visava participar das Olimpíadas do Rio 2016 e suas condições eram incertas. Mas elas logo caíram. Com pouco tempo treinando, ele ainda voltaria a nadar perto do nível habitual e mostraria ainda mais por que era o maior atleta olímpico de todos os tempos.

O Rio e o final da carreira

No Rio foi sua derradeira exibição de gala. Tornou-se o mais velho a conquistar um ouro em provas individuais, aos 31 anos e 40 dias. Ao ganhar o revezamento 4×200 se tornou o maior medalhista por equipes superando a compatriota Jenny Thompson. Nos 200m medley, conseguiu sua 13 medalha individual, o que significou o recorde olímpico absoluto, incluindo as eras antigas. Ele superou Leônidas de Rodes, um dos mais famosos atletas olímpicos da Antiguidade. Leônidas conseguiu 12 vitórias individuais nas três edições entre 164 a.C. e 152 a.C., um recorde de 2160 anos.

Phelps fechou aquelas Olimpíadas com 28 ouros olímpicos no total, aumentando mais um pouco o recorde de maior e mais premiado atleta olímpico de todos os tempos. Ele encerrou definitivamente a carreira de atleta e colocou seu nome no Olimpo, como um dos maiores gênios que o esporte já viu.

Phelps posa com suas medalhas olímpicas
Phelps posa com suas medalhas olímpicas. FOTO: Simon Bruty/Sports Illustrated

É difícil dizer se, em algum momento, alguém chegará aos feitos de Michael Phelps. Mas já é possível dizer que, com uma carreira dessas, ele já inspirou vários a tentar ser tão grande quanto ele foi.


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