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E SE A BOLA DE OURO SEMPRE ACEITASSE SUL-AMERICANOS?

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Pelé recebendo a Bola de Ouro pelo conjunto da obra. FOTO: FIFA
Pelé recebendo a Bola de Ouro pelo conjunto da obra. FOTO: FIFA

Para quem acompanha o futebol, a Bola de Ouro da FIFA – que em 2015 dará o prêmio a Neymar, Messi ou CR7 – não sempre foi do jeito que conhecemos.

Entre 1956 e 1994, a Ballon D’or premiava apenas os melhores jogadores em nascidos ou naturalizados na Europa. Entre 1995 e 2007 passou a aceitar os melhores jogadores em atividade no velho continente. Ou seja, poderiam ser atletas de qualquer canto, desde que atuassem em clubes europeus. Até 2009 todo mundo passou a ser aceito. Foi a deixa para ser fundida ao prêmio de melhor de mundo da FIFA, em 2010, quando passou a seguir as regras universais, apesar de pouca diferença isso surtir no resultado.

Com tantas regras e circunstâncias diferentes, a France Football, revista francesa que criou o prêmio, resolveu fazer uma justiça poética à questão: como seria se os sul-americanos tivessem disputado as edições anteriores? Sendo assim, reviu sua lista.

Edição da France Football que trouxe a revisão
Edição da France Football que trouxe a revisão

No anúncio dos candidatos deste ano, a revista divulgou a revisão feita por seus jornalistas. Ao todo, 12 Bolas de Ouro mudariam de mãos entre 1958 e 1994 e sete delas iriam para Pelé. Confira abaixo a lista de vencedores de todas edições revistas que teriam um novo campeão, caso a eleição fosse aberta a todo mundo.

ANO VENCEDOR ORIGINAL TIME VENCEDOR REVISTO TIME
1958 Kopa – FRA Real Madrid – ESP Pelé – BRA Santos – BRA
1959 Di Stéfano – ARG/ESP Real Madrid – ESP Pelé – BRA Santos – BRA
1960 Luiz Suarez – ESP Barcelona-ESP Pelé – BRA Santos – BRA
1961 Sívori – ITA Juventus – ITA Pelé – BRA Santos – BRA
1962 Masopust – TCH Dukla Praga – TCH Garrincha – BRA Botafogo – BRA
1963 Yashin – URSS Dínamo Moscou – URSS Pelé – BRA Santos – BRA
1964 Law – ESC Manchester United – ING Pelé – BRA Santos – BRA
1970 Muller – ALE Bayern de Munique – ALE Pelé – BRA Santos – BRA
1978 Keegan – ING Hamburgo – ALE Kempes – ARG Valência – ESP
1986 Belanov – URSS Dinamo Kyev – URSS Maradona – ARG Napoli – ITA
1990 Matthaus – ALE Inter de Milão – ITA Maradona – ARG Napoli – ITA
1994 Stoichkov Barcelona-ESP Romário – BRA Barcelona-ESP

Evidente que mesmo com essas releituras, ainda ficaram de foram grandes nomes como Didi, Zico, Tostão, Cubillas, Figueroa e Francescoli. Isso sem falar que as correções deixariam caras como Yashin, Kopa e Gerd Muller sem nenhum prêmio. Mas é assim mesmo. Eleições servem para premiar, mas principalmente para polemizar.

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