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AS ALEGRIAS E TRISTEZAS DAS QUATRO DIVISÕES DO FUTEBOL BRASILEIRO – SÉRIE D

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Brasileirão

Festa do interior! Tombense conquista título inédito e três dos quatro acessos são de times do interior do Brasil

Como dizia Gal Costa: “Ardia aquela fogueira que me esquenta / A vida inteira eterna é a noite / Sempre a primeira / Festa do Interior.” A Série D do Brasileirão este ano foi quase isto. Dos quatro times que conquistaram o acesso, somente o Confiança está localizado em uma capital. Os demais times que subiram para a Série C, Londrina, Brasil de Pelotas e o campeão Tombense são todos times localizados em cidades do interior do Brasil.

Jogadores do Tombense comemoram o título inédito. FOTO: Bruno Ribeiro
Jogadores do Tombense comemoram o título inédito. FOTO: Bruno Ribeiro

A pequena cidade de Tombos, com cerca de 10 mil habitantes, localizada na Zona da Mata mineira, está oficialmente inscrita no mapa do futebol nacional. O Tombense Futebol Clube é o mais novo Campeão Brasileiro da Série D. É o segundo título de um clube de Minas Gerais desta divisão nacional (o Tupi já havia conquistado o título em 2011).

E a conquista veio de forma emocionante. Após dois 0 a 0 a disputa foi para os pênaltis, quando brilhou a estrela do goleiro Darley, que pegou o quarto pênalti cobrado pelo Brasil de Pelotas. O “matador” Elvis garantiu o título acertando o último pênalti.

Campanha do título

O Tombense fez uma boa campanha na primeira fase. Com 6 vitórias e 2 derrotas, o time se classificou com a segunda melhor campanha da primeira fase, ficando atrás somente do Confiança de Sergipe no saldo de gols. Nesta fase os placares foram os seguintes:

  • Luziânia 0 x 1 Tombense;
  • Tombense 4 x 0 Goianésia;
  • Operário-MT 1 x 0 Tombense;
  • Tombense 2 x 0 Grêmio Barueri;
  • Grêmio Barueri 3 x 1 Tombense;
  • Tombense 2 x 1 Operário-MT;
  • Goianésia 1 x 2 Tombense;
  • Tombense 3 x 0 Luziânia.

Nas oitavas de final, o Tombense passou pelo Metropolitano de Santa Catarina, com um empate por 1 a 1 fora de casa e uma vitória por 1 a 0 em casa.

Nas quartas de final a classificação esteve em risco, quando o Moto Club do Maranhão chegou a fazer 2 a 0 em casa, mas o Tombense teve tranquilidade, empatou o jogo por 2 a 2 e, em Tombos, no dia 19/10, fez 2 a 0 e conquistou o acesso para a Série C.

Nas semifinais encarou o Confiança, time de melhor campanha da primeira fase. Com uma vitória por 1 a 0 em casa e um empate por 1 a 1 fora, o time mineiro garantiu a vaga na final.

No primeiro jogo da final, em Pelotas, o Tombense conseguiu deter o ímpeto do Brasil de Pelotas e conseguiu um 0 a 0 fora de casa. A grande final teve que ser realizada em Muriaé, porque o estádio da Tombense, o Almeidão, não possui a capacidade mínima de 10 mil pessoas, exigida pela CBF para a realização da final da Série D.

Sob forte calor o Brasil de Pelotas foi melhor durante a maior parte do jogo. No entanto gol não saiu e a decisão foi para a disputa de penalidades. Quem chamou a atenção durante o tempo normal foi um cachorro que invadiu o gramado do Estádio Soares de Azevedo.

Cachorro invasor chamou a atenção durante o jogo. FOTO: Bruno Ribeiro.
Cachorro invasor chamou a atenção durante o jogo. FOTO: Bruno Ribeiro.

Na primeira sequência das penalidades, Francismar para o Tombense e Nena para o Brasil acertaram as suas cobranças. Joílson recolocou o Tombense à frente no placar. Chicão mandou para fora e o Tombense manteve-se a frente. Porém Coutinho também chutou para fora e Fernando Cardozo igualou para o Brasil. Mazinho, com direito a bola bater no travessão antes de entrar, fez 3 a 2. Neste momento brilhou a estrela do goleiro Darley, que pegou o pênalti cobrado por Léo Dias e deixou o Tombense a um gol do título.

Brilhou a estrela do goleiro Darley que pegou o pênalti cobrado por Léo Dias. FOTO: Bruno Ribeiro.
Brilhou a estrela do goleiro Darley que pegou o pênalti cobrado por Léo Dias. FOTO: Bruno Ribeiro.

Coube a ele, Élvis, o craque do time, cobrar o último pênalti. O craque não decepcionou. Fez o gol e garantiu o título inédito para o Tombense.

Imagem dos campeões nacionais da Série D. FOTO: revista Placar
Imagem dos campeões nacionais da Série D. FOTO: revista Placar

Também vão disputar a Série C em 2015

Eliminados pelos finalistas Tombense e Brasil de Pelotas, Confiança, de Sergipe, e Londrina, do Paraná, também jogarão a Série C em 2015. Ambos os times se classificaram como líderes dos seus grupos (o Confiança com a melhor campanha da primeira fase) e, nas fases de mata-mata, deixaram pelo caminho Central-PE e Jacuipense-BA, Santos-AP e Anapolina-GO, respectivamente. Além disto, ambos foram campeões em seus respectivos estados.

Sergipanos subiram de divisão pela primeira vez na história do Brasileirão. FOTO: globoesporte.globo.com
Sergipanos subiram de divisão pela primeira vez na história do Brasileirão. FOTO: globoesporte.globo.com

Ficaram pelo caminho

Alguns times de expressão e outros que chegaram a estar na Série A a poucos anos atrás ficaram pelo caminho nesta Série D. Entre os times de expressão, destaque para o Remo. O clube paraense, que poderia terminar uma divisão acima do seu rival Paysandu, viu a distância aumentar após o acesso do rival para a Série B enquanto o Leão ficou pelo caminho, eliminado pelo Brasiliense.

Remo bem que tentou, mas o Brasiliense deixou os paraenses pelo caminho. FOTO: globoesporte.globo.com
Remo bem que tentou, mas o Brasiliense deixou os paraenses pelo caminho. FOTO: globoesporte.globo.com

Falando no time candango ele é um dos times que se enquadram na segunda categoria. Junto dele podemos citar o Betim (ex-Ipatinga) e o Grêmio Barueri. O tombo maior foi do Grêmio Barueri. Em 2010 o time surgiu como surpresa na Série A e se manteve por lá naquele ano. Porém, de 2011 pra cá, um rebaixamento atrás do outro – com direito a ida para Presidente Prudente e volta para Barueri – fizeram praticamente desaparecer do mapa, mesmo com um projeto que tinha tudo para dar certo. Só resta desejar uma sorte melhor para estes times em 2015.

Para 2015

Para este ano, as principais mudanças feitas até agora foram a obrigatoriedade, imposta pela CBF aos times das divisões principais do país, de que os mesmos deem aos jogadores no mínimo 30 dias de férias por período contínuo, entre dezembro e janeiro. Para isto a CBF impôs as federações que os campeonatos estaduais e regionais só começassem em 31 de janeiro deste ano (exceto o Campeonato Pernambucano, que começou sem os times das séries A, B e C do Brasileirão)

A terceira mudança fica por conta do limite de partidas que o jogador de futebol pode fazer por ano. Um jogador só poderá jogar, no máximo, 60 partidas em uma temporada, somando-se todas as competições que este atleta jogar. Este limite só poderá ser ultrapassado, se o clube apresentar laudos médicos que demonstrem que o atleta com mais de 60 jogos realizados tem condições físicas para continuar a disputar mais partidas.

Estas três mudanças foram originadas das pressões feitas pelo movimento do Bom Senso Futebol Clube. No entanto, para a maioria dos representantes do movimento o que a CBF fez foi “tampar o sol com a peneira”. Para eles (e para eu também) o ideal seria mudar o calendário com mais datas para o Brasileirão e menos para os estaduais. (eu sou a favor de que os times das Séries A, B e C do Brasileirão não jogassem os estaduais e que essas três divisões do futebol nacional começassem em fevereiro).

Outra discussão que está incendiando os ânimos é a declaração do futuro presidente da CBF, Marco Polo Del Nero, de que o Brasileirão possa voltar a ter fases de mata-mata. Posteriormente publicarei um artigo tratando deste assunto, mas já me adianto, declarando que se isto ocorrer será o maior retrocesso da história do futebol deste país.

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