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GÊNIOS DO ESPORTE | TOSTÃO, UM HOMEM MAIOR QUE O FUTEBOL

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“Fui grande jogador, mas num segundo ou terceiro escalão”. Assim Tostão se definiu numa entrevista dada ao globoesporte.com antes de completar 70 anos. Em sua coluna no jornal O Tempo, de Belo Horizonte, ele já tinha dito que foi um jogador acima da média mas não um dos melhores. Talvez ele esteja certo.

Tostão é um daqueles atletas que supera o ambiente esportivo para ser uma grande pessoa. Teve de se aposentar cedo, mas mudou de profissão mais de uma vez e continuou sendo grande. Isso porque tinha uma cabeça muito à frente de seus colegas de futebol.

Das peladas do IAPI, conjunto habitacional de BH, saiu Tostão – menino que ganhou o apelido por ser tão pequeno que quase sumia no meio dos amigos. O menino foi destaque no futebol de salão do Cruzeiro e em 62, com 15 anos já estava nas categorias de base do time celeste. No mesmo ano foi jogar no América, já no time profissional (!) para alegria dos pais, que torciam para o Coelho. O menino era tão bom, que Felício Brandi, presidente do Cruzeiro viu que tinha que trazê-lo de volta imediatamente. E em 63 conseguiu isso, mesmo precisando chegar atrasado ao próprio casamento em uma hora – segundo ele, para acertar a importante volta de Tostão.

Famosa foto de Tostão na final da Copa de 70. FOTO: Placar
Famosa foto de Tostão na final da Copa de 70. FOTO: Placar

Daí para frente, a maioria das pessoas já sabem. Ao lado de Dirceu Lopes, Piazza e uma geração histórica, Tostão ajudou a colocar o Cruzeiro entre os maiores clubes do Brasil. Jogando de meia e armando jogadas, ou chegando ao ataque finalizando, ele viveu momentos únicos nos gramados mundo afora, durante os 7 anos com a raposa. Foram 249 que o tornou maior goleador do clube. Um pentacampeonato mineiro, cheio de histórias espetaculares, principalmente nos duelos contra o Galo e o Coelho. E claro é atuação fantástica contra o Santos, na Taça Brasil de 66, com direito a um 6×2 no Santos de Pelé, diante de um Mineirão atônito. Virou o “Mineirinho de Ouro” e foi comparado a Pelé – seu conterrâneo de Três Corações – sendo chamado de “Vice-Rei” e de “Rei Branco”.

Na seleção se apresenta como coadjuvante, mas fez atuações históricas, culminando com o título da Copa do Mundo de 70. Aliás, dizem que Tostão foi um dos cérebros daquele time histórico, que tinha mais craques por metro quadrado que qualquer outro. E houve quem dissesse – tipo, a imprensa europeia – que ele foi o melhor jogador daquela copa.

O deslocamento de sua retina deu fim precoce a sua carreira. O craque parou aos 26 anos – imaginem onde ele não poderia ter chegado – e deu lugar ao Dr. Eduardo, o médico. Anos depois voltou como comentarista, colunista e escritor. Culto, estudioso e inteligente, o sr. Eduardo Gonçalves de Andrade tornou-se uma das opiniões mais respeitadas da crônica brasileira e aposentou o Tostão jogador, para que este se eternizasse como ídolo. E foi assim que aconteceu.

Como ídolo do Cruzeiro ou um dos gênios da seleção do tri, Tostão ficou para a história. Uma história que, para ele foi muito maior do que o futebol. Talvez por isso, para ele, não pareça absurdo dizer que ele não foi um dos melhores em campo. Na verdade ele foi gigantesco muito além das quatro linhas.

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