Home»+ Esportes»Jogos Olímpicos»O DIA DE BOLT TROCAR AS PISTAS PELA HISTÓRIA

O DIA DE BOLT TROCAR AS PISTAS PELA HISTÓRIA

0
Shares
Pinterest Google+

É necessaríssimo falar sobre o quanto Usain Bolt é mito. Em todas as suas aparições no Engenhão durante as competições ele chamou para si a atenção. Venceu com facilidade suas provas individuais e se preparou muito para entrar para a história. Em sua última participação nos Jogos Rio 2016 e, segundo ele, em Olimpíadas, Bolt levou o ouro no revezamento 4x100m com a poderosa equipe da Jamaica. E assim, alcançou o inédito “triplo triplo”, o tricampeonato Olímpico dos 100m rasos, 200m rasos e do revezamento. A equipe caribenha – que conta ainda com grande corredores como Nickel Ashemeade, Asafa Powell e Yohan Blake – entregou o bastão para o raio empatada com os adversários, mas aí… Bom, aí Bolt correu para a história. A prata ficou com a surpreendente equipe japonesa e o bronze com os EUA, que o perdeu pouco depois para o Canadá, por causa da invasão de raia cometida por Trayvon Bromell.

No revezamento 4x100m feminino, depois de receberem uma segunda chance e correrem sozinhas para se classificarem para as finais, as americanas Tianna Bartoletta, Allyson Felix, English Gardner e Tori Bowie ficaram com o ouro, à frente da Jamaica e da Grã-Bretanha. No salto com vara feminino, a vitória foi da grega Ekaterini Stefanidi, que saltou a 4,85m, mesma altura da americana Sandi Morris, que ficou com a prata. O bronze foi conquistado pela neozelandesa Eliza McCartney.

Nos 5.000m metros para as mulheres, domínio absoluto das fundistas africanas. O Quênia levou o ouro e a prata, com Vivian Cheruiyot, que bateu o recorde Olímpico da prova, (14min26s17) e Hellen Obiri. O bronze foi para a etíope Almaz Ayana. No lançamento do martelo, Dilshod Nazarov, do Tadjiquistão, foi o vencedor com 78,68m. A prata foi para Belarus, com Ivan Tsikhan, e o bronze para o polonês Wojciech Nowicki.

E foi dia de decidir os finalistas do basquete, handebol e do vôlei masculino. No basquete não teve surpresa. A Sérvia foi muito superior e fez 87 a 61 na boa seleção australiana, credenciando-se para reeditar a final da última Copa do Mundo de basquete. Inclusive com o mesmo algoz. O Dream Team. Na reedição da final Olímpica dos dois últimos jogos, os americanos venceram a Espanha por 82 a 76, com grande atuação de klay Thompson e Kevin Durant.

Pivô DeAndre Jordan parte para a enterrada na Arena Carioca 1 FOTO: Getty Images
Pivô DeAndre Jordan parte para a enterrada na Arena Carioca 1 FOTO: Getty Images

No handebol, semifinais muito equilibradas. Atual bicampeã Olímpica, a França se classificou para a decisão eliminando a Alemanha num jogo eletrizante. Estava tudo empatado até o último segundo, quando Narcisse fez um gol, e deu a vitória para os franceses por 29 x 28. Ele foi o artilheiro do time na partida, com sete. O adversário da França na final será a Dinamarca, que eliminou a Polônia pelo mesmo placar.

No vôlei, quatro gigantes jogaram no Maracanãzinho. Não se pode dizer que houve surpresas, mas que a forma como as semifinais se desenrolaram foi bem inesperada. Quando os EUA, favoritos ao ouro, viraram o jogo para 2 sets a 1, aplicando impressionantes 25×9 na Itália, parecia o fim para os italianos. Que nada! Eles venceram por 3 sets a 2 e retornam a uma final olímpica depois da prata em Atenas. O segundo jogo tinha cara de revanche. A Rússia, que tomou o ouro do Brasil em Londres, desafiava o time de Bernardinho e a torcida no ginásio. Mas só antes do jogo. No final, impressionantes 3 sets a 0, com parciais de (25/21, 25/20 e 25/17), colocaram os brasileiros na quarta final olímpica consecutiva. Aliás, Serginho esteve em todas!

Nos esportes coletivos femininos, finais no polo aquático, futebol e no hóquei de grama. No polo, nenhuma novidade. Os EUA são o primeiro país bicampeão Olímpico da modalidade. Ouro em Londres, a equipe americana venceu a Itália por 12 a 5 na decisão. O bronze ficou com A Rússia, após a vitória por 19×18 contra a Hungria. No futebol, o ouro foi para a Alemanha, que bateu a Suécia por 2×1 no Maracanã, em final inédita. O bronze ficou com o Canadá, que venceu pelo mesmo placar a abatida seleção brasileira, na Arena Corinthians.

Campeã Olímpica em Pequim 2008 e Londres 2012, a seleção feminina da Holanda entrou na decisão do hóquei como favorita diante da Grã-Bretanha. Mas a seleção britânica, estreante em finais, não se intimidou com o retrospecto das rivais e garantiu o título nos pênaltis, vencendo por 2×0, depois do empate por 3×3. A medalha de bronze do torneio feminino ficou com a Alemanha, que derrotou a Nova Zelândia por 2 a 1.

Na parte mais radical dos jogos, o ciclismo BMX decidiu seus campeões. Favorita ao ouro na prova feminina, a colombiana Mariana Pajón correspondeu às expectativas e venceu a prova. No masculino, o ouro foi para o americano Connor Fields. Pajón, de 24 anos, é a primeira bicampeã Olímpica da prova, terminando sua prova à frente da americana Alise Poste da venezuelana Stefany Hernandez. Na prova masculina, Fields foi meio que uma surpresa, pois o bicampeão olímpico e franco favorito, o letão Maris Strombergs, envolveu-se em um acidente e caiu na primeira fase. A prata ficou com Jelle van Gorkom, da Holanda, e o bronze com o colombiano Carlos Alberto Yepes.

Uma verdadeira disputa sobre-humana na prova de 50km da Marcha Atlética. E os ouros foram para Eslováquia e China. Na prova masculino, o eslovaco Matej Toth venceu e se tornou o primeiro atleta de seu país que não é da canoagem slalom a conquistar o ouro olímpico. A prata ficou com o australiano Jared Tallent e o o bronze com o canadense Evan Dunfee, após o japonês Hirooki Arai perder a medalha por infração. No feminino, Hong Liu da China venceu, seguida da compatriota Xiuzhi Lu, que ganhou o bronze, e da mexicana Maria Guadalupe González, que ganhou a prata. O momento impressionante veio na prova masculina com o francês Yohann Diniz. Recordista mundial e favorito, o atleta passou mal durante o percurso e chegou defecar durante a disputa na altura no km 9. Ao longo do trajeto, no Recreio, ele perdeu a consciência por alguns segundos, desabou e ficou caído na pista desmaiado. Socorrido por voluntários, levantou, bebeu água e voltou até cruzar a linha de chegada na sétima posição.

Francês desabou durante a prova, recebeu atendimento e seguiu. FOTO: Reprodução/SporTV
Francês desabou durante a prova, recebeu atendimento e seguiu. FOTO: Reprodução/SporTV

A Rússia segue soberana no nado sincronizado nos Jogos Olímpicos. Com uma apresentação emocionante, as atletas do país conquistaram o ouro por equipes, elevando o número de títulos consecutivos na prova para cinco. O país também havia vencido a prova de duetos no começo da semana. Na apresentação final, a equipe do país fez uma homenagem à neta da técnica Tatiana Pokrovskaya, que recentemente faleceu aos 15 anos de idade. O desempenho das russas rendeu a pontuação de 196.1439. A prata foi para a China e o bronze para o Japão. A equipe brasileira terminou em sexto.

E uma das maiores hegemonias esportivas foi quebrada. As provas de badminton são praia dos asiáticos. No feminino, até então, nunca uma atleta de fora da Ásia havia sido campeã. A exceção foi a espanhola Carolina Marin, que venceu o torneio de simples dos Jogos Rio 2016 e conquistou o ouro, batendo a indiana Sindhu Pusarla por 2 sets a 1 (19/21, 21/12 e 21/15). A japonesa Nozomi Okuhara completou o pódio com o bronze. Na outra final do dia, a das duplas masculinas, o ouro ficou com os chineses Nan Zhang e Haifeng Fu, que derrotaram malásios Shem Goh e Wee Kiong Tan por 2 a 1 (16/21, 21/11 e 23/21). O bronze ficou com os britânicos Marcus Ellis e Chris Langridge.

Marin
Espanhola Carolina é a primeira atleta de um país não-asiático campeão Olímpica de badminton. FOTO: Getty Images/Clive Brunskill

Estelle Mossely teve razões de sobra para comemorar. No dia em que completou 24 anos de idade, a francesa dominou o peso ligeiro (até 60kg) do boxe nos Jogos Rio 2016 e conquistou a medalha de ouro. Na final, a lutadora francesa superou a chinesa Junhua Yin por pontos. A russa Anastasiia Beliakova e a finlandesa Mira Potkonen ficaram com os bronzes da categoria.

No taekwondo, categoria até 67kg feminina, Hyeri Oh, da Coreia do Sul, venceu a francesa Haby Niare e ficou com o ouro. Os bronzes ficaram com Nur Tatar, da Turquia, e Ruth Marie Gbagbi, da COsta do Marfim. Já entre os homens, categoria até 80kg, a Costa do Marfim foi ouro Cheick Sallah Cissé Jr, que bateu o britânico Lutalo Muhammad. Os bronzes ficaram com Milad Beigi Harchegani, do Afeganistão, e com o tunisiano Oussama Oueslati.

E para encerrar o resumo do dia, tivemos a prova de que a idade, definitivamente, não é um problema para quem quer ser campeão. Principalmente para Nick Skelton. Aos 58 anos, o britânico foi o grande nome do último dia das disputas do hipismo e venceu a prova individual de saltos. O ouro tornou-o o atleta mais velho a vencer uma prova Olímpica do hipismo na história e o campeão com idade mais avançada dos Jogos Rio 2016. Foi a segunda medalha de Skelton, que compete nos Jogos Olímpicos desde Seul 1988 e ganhou o ouro na prova por equipes de saltos em Londres. Para ganhar o ouro, Skelton e Big Star (seu cavalo) realmente tiveram muito trabalho. Na volta final de saltos, seis cavaleiros zeraram o percurso, exigindo uma volta de desempate. Na rodada extra, Skelton e o sueco Peder Fredricson, montando All In, voltaram a completar o percurso sem erros, mas o britânico levou vantagem por ter sido mais rápido (42s82 contra 43s35). O bronze foi para o canadense Eric Lamaze, que perdeu apenas quatro pontos, montando Fine Lady 5.

Nick Skelton, de 58 anos, é o campeão mais velho do hipismo nos Jogos Olímpicos FOTO: Rio 2016/Felipe Varanda
Nick Skelton, de 58 anos, é o campeão mais velho do hipismo nos Jogos Olímpicos FOTO: Rio 2016/Felipe Varanda
Previous post

JOGADAS DA SEMANA | DUELOS DE GOLS BONITOS NA EUROPA

Next post

A FORÇA DA TRADIÇÃO E O SONHADO OURO OLÍMPICO DO FUTEBOL DO BRASIL

No Comment

Leave a reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *