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A VOLTA DO GP DA ÁUSTRIA E DAS LEMBRANÇAS DO DIA DO “HOJE SIM”

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A Copa do Mundo está a todo vapor, mas nem por isso a temporada da Fórmula 1 irá sofrer interrupções. E, com o GP deste final de semana, não há como não se lembrar dos fatos ocorridos no fatídico domingo de 12 de maio de 2002, dia das mães naquele ano.

Após 5 etapas a Fórmula 1 chegava à Áustria em 2002 com a cara do que aconteceria muito antes do final da temporada: Michael Schumacher liderava de modo disparado o mundial de pilotos com 4 vitórias em 5 corridas e caminhava a passos largos rumo ao penta campeonato do mundial de pilotos. O fato se concretizaria mais tarde, no GP da França. Além disso, a Ferrari já mostrava que não daria chance para as outras equipes. Naquela temporada a equipe venceu 15 das 17 corridas do campeonato.

Mas naquele final de semana houve uma novidade. O piloto brasileiro Rubens Barrichello dominou todos os treinos, fez a pole e vinha liderando de ponta a ponta a prova. Porém, nas últimas voltas Schumacher encostou nele e seguiram até o final da última volta com Rubinho em primeiro e Schumacher em segundo.

O que chamava mais a atenção naquela situação é que, no ano anterior, Schumacher tinha ultrapassado Rubinho nos últimos metros daquele mesmo GP, por ordem da equipe, quando o brasileiro estava em segundo e o alemão em terceiro. Era um claro jogo de equipe para favorecer o alemão.

Mas, a princípio, nada fazia crer que o gesto se repetiria. Não era possível que a Ferrari faria a mesma coisa, no mesmo circuito, um ano depois. Principalmente por, daquela vez, Schumacher liderar disparado o campeonato de pilotos e ser novamente campeão era questão de tempo.

Porém o final… Todos nós já sabemos e ficou imortalizado na narração do locutor Cléber Machado.

O episódio foi tão absurdo que, além das vaias retumbantes que foram ouvidas após o final da corrida, a FIA mudou o regulamento da Fórmula 1 em alguns aspectos, onde a principal mudança foi a abertura para o público externo das comunicações do rádio entre as equipes e os pilotos.

Voltando para 2014, a hegemonia da Mercedes finalmente foi quebrada. A vitória de Daniel Ricciardo no Canadá pode representar um maior equilíbrio na disputa do campeonato até agora. Porém, teremos que aguardar o resultado desta corrida para ver se algo mudou ou se foi só um problema com os carros alemães naquela corrida.

Após 11 anos a Fórmula 1 volta a correr na Áustria. FOTO: gtspirit.com
Após 11 anos a Fórmula 1 volta a correr na Áustria. FOTO: gtspirit.com

O circuito da corrida

O Grande Prêmio da Áustria foi disputado pela primeira vez em Zeltweg e depois, por quase vinte anos, no extenso circuito de Österreichring. Posteriormente, o circuito de Österreichring foi refeito, teve sua extensão reduzida, foi rebatizado como A1 Ring e recebeu mais algumas etapas da Fórmula 1 entre 1997 e 2003.

Após 11 anos em que o mesmo começou a ser desmanchado, mas posteriormente reconstruído e agora batizado como Red Bull Ring (porém conservando o mesmo traçado de 2003), a Fórmula 1 volta a Áustria, para que os pilotos possam percorrer novamente seus 4326 metros de longas retas e várias curvas rápidas, como pode ser visto na figura seguinte.

Circuito Red Bull Ring onde se realizará o GP da Áustria. Em cinza pode-se ver o antigo circuito de Österreichring. FOTO: gtplanet.net.
Circuito Red Bull Ring onde se realizará o GP da Áustria. Em cinza pode-se ver o antigo circuito de Österreichring. FOTO: gtplanet.net.

Dados históricos

Nas 26 edições realizadas até agora do GP da Áustria desde 1964 (ocorreram períodos neste espaço de tempo em que a corrida não foi realizada lá), 20 pilotos diferentes venceram lá. O italiano Lorenzo Bandini foi o primeiro vencedor, em 1964, correndo no circuito de Zeltweg. Em Red Bull Ring (circuito atual, neste caso vamos considerar desde 1997, onde apesar da mudança de nome de A1 para Red Bull, o traçado ficou o mesmo), o primeiro vencedor foi o canadense Jacques Villeneuve, em 1997.

O maior vencedor de GPs da Áustria é o francês Alain Prost, com 3 vitórias, no antigo Österreichring. Em Red Bull Ring os maiores vencedores são o alemão Michael Schumacher e o finlandês Mika Häkkinen, com 2 vitórias cada. Por equipes, quem mais venceu até agora foi a McLaren, com 6 vitórias (3 em Red Bull), seguida pela Ferrari, com 5 vitórias (3 em Red Bull).

A pole mais rápida foi feita por Rubens Barrichello pela Ferrari, em 2002, com o tempo de 1min 08s 082 (com os carros com motores V10). Já a volta mais rápida foi feita por Michael Schumacher em 2003, pela Ferrari, com o tempo de 1min 08s 337 (também com os carros com motores V10).

Expectativa para a corrida

Após a vitória de Ricciardo, a expectativa gira em torno de uma nova possibilidade de vitória de uma equipe que não seja a Mercedes. Na Áustria veremos se esta vitória no Canadá representa algo novo para o campeonato ou se foi somente em função dos problemas ocorridos em ambos os carros alemães na corrida passada.

Aliás problemas que interferiram diretamente na disputa pelo título. Rosberg conseguiu terminar a corrida em segundo e abriu uma boa vantagem sobre Hamilton, que abandonou a prova. O inglês vai ter que reagir se não quiser que a equipe comece a favorecer o alemão na disputa pelo título.

Felipe Massa vai, mais uma vez, tentar fazer um bom resultado. Na última corrida, após ter possibilidade de até ganhar a corrida e poder terminar pelo menos em quarto, se envolveu num acidente forte com Sergio Pérez, na última volta, e abandonar a corrida. Na Áustria, quem sabe, poderá buscar um pódio ou, com sorte, a vitória que Rubens Barrichello não pode conquistar naquele famigerado GP do ano de 2002.

Horários:

Classificação – 21/06/2014 (sábado), 09:00h (horário de Brasília)

Corrida – 22/06/2014 (domingo), 09:00h (horário de Brasília)

Boa corrida para todos.

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