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A HISTÓRIA DAS COPAS DO MUNDO DE FUTEBOL FEMININO

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A PERSISTÊNCIA DA MULHER PARA CONSOLIDAR-SE NO CENÁRIO ESPORTIVO


O dia 7 de junho de 2019 foi mais uma data que entrou para história do esporte. Para ser mais exato, às 16h daquela sexta-feira aconteceu o jogo que deu início a oitava Copa do Mundo de Futebol Feminino, torneio organizado na França pela FIFA. Um momento que elevou a competição a um novo patamar. Neste post, vamos tentar contar um pouco da história da competição de ninjacasino.com.

A Copa Rosso e os primeiros testes

Apesar de só ter sido reconhecida como competição oficial pela Federação Internacional de Futebol em 1991, quando a China recebeu a primeira edição, outro campeonato já havia acontecido na Itália, no ano de 1970. Sem chancela da FIFA, foi considerada clandestina e, por isso, recebeu o nome de seu patrocinador, Martini Rosso.

Nesta ocasião, apenas sete equipes participaram: Inglaterra, Dinamarca, Alemanha, México, Itália, Áustria e Suíça. A seleção da Dinamarca foi a campeã. No ano seguinte, a Copa Rosso ocorreu no México, mas, ainda pouco conhecida, contou com a atuação de apenas seis seleções: México, Argentina, Dinamarca, França e Itália. A Dinamarca também foi a grande vencedora.

Em 1986, na Copa do México, a ideia de uma competição exclusiva para mulheres finalmente perfilou entre os dirigentes da FIFA. Em 1988, a entidade coordenou um movimento de teste para encabeçar as primeiras diretrizes do torneio.

Foi por meio de um evento de teste produzido na China que se chegou à conclusão de que mulheres deveriam estrelar uma competição, quando 12 países mostraram interesse em constituir uma Copa do Mundo Feminina.

E já não era tempo! Finalmente, em 1991, garotas de várias partes do mundo entraram em campo, num modelo de torneio parecido com a Copa do Mundo Masculina, mas de menor infraestrutura (bem menor!).

O marco inicial

A seleção dos EUA, comandada pela goleadora Michelle Arkers, conquistou a primeira edição da competição.
A seleção dos EUA, comandada pela goleadora Michelle Arkers, conquistou a primeira edição da competição. FOTO: FIFA/Getty Images

Assim como foi idealizado em 88, 12 seleções compuseram a primeira Copa do Mundo Feminina FIFA. A competição aconteceu na China, em 1991. Quatro cidades formavam o roteiro do torneio e seis estádios receberam os jogos.

Além da anfitriã, o evento contou com a presença da Dinamarca, Alemanha, Nova Zelândia, Taiwan, Nigéria, Japão, Noruega, Suécia, Itália, Estados Unidos e Brasil. A seleção brasileira, inclusive, foi a única representante dos países sulamericanos. O torneio foi vencido pelas norte-americanas e as suecas ficaram em segundo lugar. O Brasil estreou com vitória de 1×0 sobre o Japão, mas perdeu os jogos seguintes e foi eliminado na fase de grupos.

A edição apresentou ainda dois fatos inusitados: algumas jogadoras, desacostumadas com o tempero da comida chinesa, resolveram manter sua dieta a base de chocolate. Os doces nutritivos foram oferecidos pela patrocinadora oficial, a marca M&M.

 

Outra curiosidade, é que a FIFA mudou o tempo de jogo para 80 minutos (?), por considerar melhor para o porte físico das mulheres. No entanto, esta regra não foi bem avaliada pelas participantes e não perdurou na Copa de 1995. Afinal, as garotas são tão fortes quanto qualquer homem, não é mesmo?

A primeira Copa da Formiga

A segunda Copa do Mundo Feminina foi uma experiência e tanto para uma das veteranas da seleção. Formiga, volante do Brasil, iniciou sua trajetória com a Amarelinha quando tinha apenas 16 anos. Na edição de 2019, aos 41 anos e com uma trajetória recheada de garra e disciplina, disputa o campeonato pela sétima vez.

A primeira Copa na Europa, em 1995, teve muito em comum com o torneiro anterior, na China. Novamente, apenas 12 seleções participaram. O Brasil também conseguiu vitória por 1×0 em seu primeiro jogo, contra a Suécia (atual vice-campeã), mas perdeu os dois seguintes: 2×0 para o Japão, e 6×1 para a ótima seleção alemã, da craque Birgit Prinz.

A vencedora daquele ano foi a Noruega, que bateu a Alemanha por 2×0. O terceiro lugar foi ocupado pela seleção dos Estados Unidos, primeira campeã mundial.

Noruega com a taça da Copa do Mundo de 1995.
Noruega com a taça da Copa do Mundo de 1995. FOTO: FIFA/Getty Images

O Brasil foi destaque pela 1ª vez

Diferente das atuações anteriores, na Copa dos Estados Unidos o Brasil deu bastante trabalho às equipes adversárias e se classificou em primeiro lugar, num grupo composto por México, Alemanha e Itália, com sete pontos conquistados https://freeslotscentral.com/casinos/.

Nas quartas de final, a vitória foi sofrida e histórica. Com belíssimo gol de Sissi, a seleção passou para a próxima fase após bater a Nigéria por 4×3. Já na semi, não deu para as meninas do Brasil: a derrota para a seleção dos Estados Unidos por 2×0 foi inevitável. Mas o terceiro lugar foi garantido na disputa de pênaltis contra a Noruega.

Sissi foi o grande destaque da Copa do Mundo dos EUA.
Sissi foi o grande destaque da Copa do Mundo dos EUA. FOTO: FIFA/Getty Images

As norte-americanas ganharam novamente, tornando-se a primeira seleção feminina bicampeã da história. O segundo lugar ficou com as chinesas.

Nesta Copa de 1999, houve um importante acontecimento para a consolidação da competição: do mesmo modo que na Copa Masculina de 1994, a grande final também teve seu destino no estádio Rose Bowl e reuniu mais de 90.000 pessoas. As médias de público daquela edição são históricas até hoje.

Renovação brasileira

Em 2003, o torneio precisou ser novamente na terra do Tio Sam. Inicialmente cotado para a China, foi preciso remanejá-lo com certa urgência devido a uma doença que se alastrou pelo país.

Na quarta Copa do Mundo, o Brasil formou, pela primeira vez, o trio que ainda comanda o grupo brasileiro: Marta, eleita a melhor do mundo por 6 vezes, e a craque Cristiane juntaram-se à Formiga.

A atuação do Brasil manteve um nível considerável, com vitórias sobre a Coreia do Sul, a Noruega e empate com a França. No entanto, nas quartas de final, a equipe não teve êxito sobre a Suécia, segunda colocada da edição.

A campeã foi a Alemanha, que já havia batido na trave em 1995.

Alemanha conquista o título em pleno EUA.
Alemanha conquista o título em pleno EUA. FOTO: FIFA/Getty Images

Conquista Feminina

Enfim de volta à China, em 2007, a quinta Copa do Mundo feminina deu um salto gigante para aumentar ainda mais a qualidade da competição e estimular às federações a investirem em suas atletas de futebol. As seleções por fim ganharam prêmios em dinheiro ao longo do torneio, quando conseguiam se classificar para as fases seguintes.

Neste ano, o Brasil viveu o auge de seu melhor desempenho na modalidade: chegou a final da Copa, com desempenho respeitável na primeira fase e nas quartas de final. No grande jogo, porém, a seleção foi derrotada pela poderosa Alemanha, que chegava ao seu bicampeonato, em duas edições seguidas. Marta foi eleita a melhor jogadora e artilheira do torneio, com 7 gols.

Nos meses anteriores, as meninas levaram a Amarelinha ao pódio, quando conquistaram o ouro no Pan-Americano do Rio.

Vitória Asiática

O surpreendente título da seleção japonesa.
O surpreendente título da seleção japonesa. FOTO: FIFA/Getty Images

Em 2011, a Copa ganhou uma vencedora inusitada. Sem tradição no futebol, o Japão ainda não havia apresentado participação expressiva em suas participações anteriores no torneio.

A competição aconteceu na Alemanha e foi abraçada pela população. Na decisão em Frankfurt, por exemplo, quase 50.000 pessoas compareceram ao estádio. A decisão foi nos pênaltis e as japonesas superaram as poderosa seleção dos Estados Unidos.

O Brasil teve facilidade para bater as adversárias das seleções da Austrália, Noruega e Guiné Equatorial na fase de grupo. Porém, nas quartas de final, as americanas travaram um jogo difícil contra a seleção brasileira e ganharam nos pênaltis, pelo placar de 5×3.

Copa do Canadá

A sétima Copa do Mundo Feminina teve a melhor estrutura de todos os tempos, até então. Realizada na América, em 2015, saiu do lugar comum de se sediada nos Estados Unidos, migrando para o Canadá.

O evento contou com estruturas mais modernas e recebeu 24 equipes para a disputa, sendo que oito delas participaram pela primeira vez na história: Espanha, Suíça, Holanda, Tailândia, Costa Rica, Camarões, Costa do Marfim e Equador.

O Brasil foi eliminado nas oitavas de final pela seleção australiana. A derrota teve um gosto mais amargo do que o comum, já que a seleção vinha de bons retrospectos das competições anteriores.

A final foi uma revanche entre Japão e Estados Unidos, com a equipe norte-americana conseguindo seu terceiro título mundial, impedindo a seleção japonesa de conquistar seu segundo título consecutivo.

Apesar de uma preparação mais cuidadosa por parte da CBF, o elenco tinha atletas com baixos salários, o que escancara o abismo de investimento entre o futebol feminino e masculino.

Rumos atuais

Voltando à Europa, na França, a Copa do Mundo de Futebol Feminino de 2019 ganhou importância mais justa à sua representatividade histórica.

Com o crescimento dos movimentos feministas, sustentadores da valorização da mulher e ocupação de seus lugares de direito na esfera social, o evento esportivo ganhou mais notoriedade e promete uma audiência revolucionária, com cobertura de emissoras de massa, como a Globo, Band e SporTV.

Visivelmente é a edição de maior impacto global.

ANOSEDECAMPEÃOVICETERCEIROQUARTO
1991ChinaEUANoruegaSuéciaAlemanha
1995SuéciaNoruegaAlemanhaEUAChina
1999EUAEUAChinaBrasilNoruega
2005EUAAlemanhaSuéciaEUACanadá
2009ChinaAlemanhaBrasilEUANoruega
2013AlemanhaJapãoEUASuéciaFrança
2015CanadáEUAJapãoInglaterraAlemanha
2019França
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