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SUPERBOWL XLIV – O RETORNO PARA A HISTÓRIA DOS SAINTS

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Brees comemora o título histórico do Superbowl. FOTO: ESPN
Brees comemora o título histórico do Superbowl. FOTO: ESPN

Quando Tracy Porter rompeu o campo com a bola interceptada de um lançamento de Peyton Manning, o que se viu foi muito mais que um retorno para TD. Vimos o fim da epopéia do retorno dos Saints. Uma história que começou antes mesmo do jogo.

O vilão desse roteiro foi o furacão Katrina, que varreu New Orleans em agosto de 2005. O Superdome, como toda a cidade foi muito atingido, mas se transformou em abrigo para os desabrigados e feridos. O time jogou a temporada regular daquele ano sem casa, num ano em que a reconstrução de sua cidade era o que havia de mais importante.

Superdome abrigando as vítimas do furacão Katrina. FOTO: Divulgação
Superdome abrigando as vítimas do furacão Katrina. FOTO: Divulgação

Em 2006, com direito a uma estria apoteótica em casa – apontada como o grande momento do esporte nos EUA, naquele ano -, o time chegou as finais da NFC e quase foi ao Superbowl. O time seguiu numa crescente até a temporada regular de 2009, quando quebrou recordes, com um iníciode 13-0. Conquistou a NFC nos playoffs de 2010 e chegou ao Superbowl contra o Indianápolis Colts, de Peyton Manning.

New Orleans, que se reconstruiu junto com o time, estava eufórica com o primeiro Superbowl da história da franquia. Porém, o jogo no Sun Life Stadium parecia estar mais para os Colts. O primeiro quarto terminou em 10×0, com um field goal de Matt Stover e um touchdown de Pierre Garçon, num passe perfeito de Manning.

No segundo, os Saints reagiram, com dois field goals de Garrett Hartley, mas perderam um TD por uma jarda.  Foram para o intervalo com a cabeça quente, enquanto a plateia assistia o show do The Who.

A virada veio no terceiro, com uma estratégia muito arrojada. Os Saints começaram o com o onside kick, estratégia típica de momentos de desespero, que surpreendeu os Colts. Com isso, o time de New Orleans recuperou uma bola improvável e, seis jogadas depois, Drew Brees conectou um touchdowm com Pierre Thomas, que incendiava a torcida com sua dancinha. Para muitos, esse onside kick foi o maior da história dos Superbowls.

Porem Joseph Addai, tratou de recolocar os Colts na frente e outro field goal de Hartley, no apagar das luzes, encerrou o quarto em 17×16 para o time de Indianápolis. Logo, toda a emoção ficou para o último quarto.

No duelo dos quarterbacks contra as defesas Brees levou a melhor. Conduziu os Saints a um touchdow crucial, com Jeremy Shockey, há pouco menos de seis minutos do fim. Na sequência, Lance Moore recebeu o passe saltando de dentro da endzone e, após muita polêmica com a arbitragem, foram confirmados mais dois pontos para o time de Nova Orleans: 24 a 17, na marca de 5m35 para o fim.

O polêmico lance que rendeu o touchdown dos Saints. FOTO: ESPN
O polêmico lance que rendeu o touchdown dos Saints. FOTO: ESPN

Com o relógio contra, os Colts partiram para cima e Manning precisava reagir rápido. Seus passes não se completavam e numa dessas tentativas, ele encontrou o cornerback Tracy Porter no seu caminho. A intercepção veio com um retorno sensacional de 74 jardas. 74 jardas de festa da torcida. Um retorno para a história, eles disseram. Foi o retorno dos Saints para a história.

31×17 para o New Orleans Saints e o primeiro título da história da franquia. Da devastação do Katrina a apoteose maior, assistida por 106,5 milhões de espectadores, a maior audiência da história da TV americana até então. Um momento único para a cidade e para a franquia. Um jogo épico, que até hoje marca a história recente dos Superbowls.

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