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SADA CRUZEIRO, MAIS DO QUE CAMPEÃO

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Mais uma temporada nacional do vôlei termina e mais uma vez o SADA Cruzeiro assombra o esporte. Já virou chuva no oceano falar que os caras são tarados por vitória. Mas nesse ano, estão de parabéns.

Começou mesmo antes da temporada começar: Nas Olimpíadas, Éder, Willian e principalmente Wallace (então jogador do Cruzeiro) fizeram parte do grupo que ganhou mais um ouro olímpico para a seleção. Wallace jogou demais no Maracananzinho e foi crucial para a vitória brasileira.

Aí a CBV, sob alegação de ranqueamento dos atletas, obrigou o SADA Cruzeiro a se desfazer de dois dos campeões olímpicos de seu elenco. Wallace e Éder foram jogar em Taubaté juntando-se a Lucarelli e, junto com o SESI-SP, também passou a ter três campeões olímpicos em seus elencos. Aparentemente, só o SADA Cruzeiro não pode ter três campeões olímpicos em seu elenco. Para suprir suas vagas, vieram o ponteiro Evandro (também campeão olímpico no Rio) e o meio-de-rede cubano Simon.

Simon e Evandro com a camisa do Sada/Cruzeiro. FOTO: Renato Araújo/Sada Cruzeiro

Pois não é que na tentativa de equilibrar a parada, teoricamente diminuindo o poder do SADA Cruzeiro, acabaram por melhorar o desempenho do time…

Evandro e Simon se encaixaram perfeitamente no time, com um nível de voleibol altíssimo e fizeram o time voar baixo na temporada inteira. Desde o primeiro jogo ainda no campeonato mineiro, até a final da Superliga. Claro que substituir Wallace era tarefa impossível para qualquer outro oposto do mundo, já que ele é o melhor. Mas Evandro não fica muito atrás, e mitou fazendo ponto sobre ponto no ano. Já Simon fez o time ‘se esquecer’ de Éder. O cubano joga demais e seu ataque rápido pelo meio foi imparável.

Serginho e Filipe continuaram dando um ritmo impressionante para a defesa, que não deixa ponto barato para os adversários. Leal continuou na ‘ignorância’ habitual de quase estourar a bola do jogo tamanha a força de seu ataque. Isaac segue no crescente de sua carreira, mostrando que o meio-de-rede da seleção continuará em boas mãos. E Willian continua fazendo mágica com seus levantamentos desossando bloqueios, achando atacantes que precisam se preocupar mais em comemorar do que botar a bola no chão.

O campeonato mineiro, conta com mais três times participantes da Superliga, o SADA Cruzeiro venceu. O Sul-Americano contou com times tradicionais da América do Sul, como o UPCN e o Ciudad de Bolívar (time onde jogou o levantador Willian), e o SADA Cruzeiro não perdeu nenhum set! O Mundial contou também com o UPCN e com o Zenit Kazan, da Rússia, o SADA Cruzeiro também venceu, apesar de perder para o Zenit na primeira fase do torneio.

Na Copa do Brasil, veio um tropeço na semi-final. Mas com uma arbitragem no mínimo estranha, já que o nível normal da arbitragem de vôlei no Brasil é altíssimo. Vários erros de arbitragem minaram o time do Cruzeiro contra o SESI-SP (um daqueles que podem ter três campeões olímpicos no elenco…). O Sesi-SP passou para enfrentar o Taubaté na final.

E a Superliga foi a consagração do time. Na primeira fase, apenas uma derrota. Das 21 vitórias, 17 por 3×0, sem chances aos adversários. Perdendo apenas 9 sets na primeira fase toda. Nas quartas de final, contra o Canoas, perdeu dois sets e passou com três vitórias. Na semifinal contra o Campinas, mais dois sets perdidos e outra varrida. Do outro lado, SESI-SP e Taubaté precisaram de 4 jogos para que o Taubaté chegasse à final. No jogo derradeiro, um 3×1 que mostrou certo equilíbrio deu o título ao SADA Cruzeiro.

Jogadores do Sada/Cruzeiro com a taça da Superliga. FOTO: Sada/Cruzeiro

Este time mostra a cada temporada que não se cansa de ganhar. Já ganhou tudo que se pode ganhar. Já ganhou títulos de forma individual ou em grupo na mesma temporada. Em 2016, por exemplo, ganhou os seis títulos que disputou (sim, ganhou tudo!). E no ano seguinte, só não repetiu por causa da arbitragem (apesar de a interferência ter se dado na semifinal da Copa do Brasil). Agora, a seleção se reúne para a temporada mundial de vôlei, no retorno da temporada dos clubes, Willian não fará mais parte deste time fantástico.

 

Baixa terrível para o time, já que o Mago é absurdamente craque, e impossível de substituir (como Wallace, que não fez falta no final das contas). Mas a história construída, já é um assombro na história do vôlei mundial.

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