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EUA 2002 | A MENOR DIFERENÇA ENTRE O 1º E 2º LUGAR

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Houve um tempo em que a Ferrari esteve na mesma condição em que a Mercedes esteve entre 2014 e 2016: a de ter o melhor carro do grid, disparado. Na temporada de 2002, o time de Maranello simplesmente ganhou 15 das 17 corridas daquela temporada e conquistou o Mundial Construtores, o de Pilotos, com Michael Schumacher, e  também o vice, com Rubens Barrichello.

No entanto, os títulos daquele ano ficaram marcados pela polêmica corrida da Áustria, onde, por ordem da equipe, Barrichello foi obrigado a entregar a vitória para Schumacher. O brasileiro o fez na linha de chegada daquela corrida, em um dos episódios mais vergonhosos da história da Fórmula 1.

Chegando nos Estados Unidos com os Mundiais de Pilotos e Equipes já conquistados só restava a Ferrari confirmar o vice-campeonato do Mundial de Pilotos. Para que tal feito fosse alcançado, bastava mais uma dobradinha ao final daquela corrida, tanto fazia a posição entre Rubinho e Schumacher.

Naquele dia 29 de setembro de 2002 a corrida em si foi “sem graça”: as Ferraris dispararam na frente, com Michael Schumacher a frente de Rubens Barrichello. O único destaque foi a disputa na largada entre os companheiros de Williams Juan Pablo Montoya e Ralf Schumacher. A corrida ficaria esquecida em meio a tantas outras, não fosse seu momento principal, caprichosamente guardado para as últimas voltas.

Faltando 4 voltas para o final da corrida Schumi tirou ou pé de tal maneire que, três voltas depois, a diferença entre ele e Rubinho era de apenas 0,5 segundo. Os dois fazem a última volta colados, mas com Schumacher permanecendo na frente até o momento da bandeirada.

Na hora da bandeirada, Barrichello fica lado a lado com Schumacher e por alguns segundos ficou a dúvida sobre quem tinha vencido a corrida. A apuração oficial confirmou a vitória do brasileiro.

Imagem da chegada ao final daquela corrida com Barrichello ligeiramente a frente a direita.
FOTO: http://grandepremio.uol.com.br.

Segundo afirmou o diretor esportivo da Ferrari, Jean Todt, em entrevista a imprensa italiana, a decisão foi tomada pelo alemão, durante a prova, sem ter combinado nada com a equipe. A direção da Ferrari deixou claro que ao contrário da marmelada da Áustria, a “entregada” de Schumacher em Indianapolis não fez parte de nenhum jogo de equipe.  Mas não se pode negar que a “gentileza” de Michael serviu para amenizar parte da polêmica da Áustria.

O público dos EUA que não gostou nada – aliás, a F1 tinha tato para causar presepadas por lá. De toda a forma, o que ficou para a história foi a vitória de Rubinho com uma vantagem de apenas 0s011 para o companheiro de equipe, o que bateu o recorde de menor diferença oficial entre um primeiro e um segundo colocado ao final de uma corrida.

Pódio ao final daquela corrida. David Coulthard, da McLaren foi 3º e completou o pódio.
FOTO: f1-fansite.com.

O vídeo a seguir mostra os momentos finais daquela corrida.

 Quer saber mais sobre a história do GP dos EUA de F1? Nos deixamos um artigo prontinho para você aqui.  Veja também as equipes e os pilotos da temporada 2017.

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