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E A BOA E VELHA LIBERTADORES NÃO MUDA

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LibertadoresEntra ano e sai ano e algumas coisas não mudam na Taça Libertadores da América. Aqui no Brasil sempre achamos que não tem time de fora melhor que os times daqui e que provavelmente o título será decido entre os brasileiros. Os argentinos acreditam no mando de campo e na catimba fora de casa. Os bolivianos na altitude… blá… blá…

Olhando os resultados da primeira fase da competição, deu para ver que ao contrário do ano passado, não deve rolar muita zebra. Quando fizemos nossas análises prévias dos grupos (1 ao 4 e do 5 ao 8), não erramos muito no que falamos.

O Atlas colaborou muito para o equilíbrio do grupo 1, derrotando o Galo duas vezes e obrigando os mineiros a fazer mais uma reviravolta épica para se classificar. Despacharam o Colo Colo na bacia das almas, com a emoção já tradicional ao seus jogos, fazendo com que os chilenos fossem de líder à eliminados em duas rodadas. O Santa Fé ganhou na hora certa e acabou confirmando a liderança da chave.

O grupo da morte nem foi tão da morte assim. O Corinthians sobrou e se deu ao luxo de, no fim, escolher o resultado que lhe traria o melhor adversário nos mata-matas. Quando viu que enfrentaria o Atlético não exitou em perder para enfrentar o Guarani do Paraguai e formar em uma chaveamento mais fraco. Já São Paulo e São Lorenzo brigaram pela última vaga e o Danúbio foi o fiel da balança. Derrotou o desgastado San Lorenzo e sacramentou a eliminação do atual campeão ainda na primeira fase.

Com uma vitória para cada lado no clássico pela Libertas, Timão e Tricolor avançam. FOTO: Daniel Augusto Jr. / Ag. Corinthians
Com uma vitória para cada lado no clássico pela Libertas, Timão e Tricolor avançam. FOTO: Daniel Augusto Jr. / Ag. Corinthians

O grupo 3 era para ser uma barbada para o Cruzeiro, mas o desmanche do elenco bicampeão brasileiro e a reformulação do time, fizeram com que a equipe celeste tivesse uma das campanhas mais fracas entre os líderes. Um dos poucos destaques foi a pintura de Arrascaeta, no jogo contra o Mineros.

O Huracán, de volta à Libertadores depois de 41 anos, somou quatro pontos contra o Cruzeiro, mas jogou muito mal contra Sucre e Mineros e acabou eliminado. O Sucre fez valer a altitude e graças a uma vitória dos venezuelanos sobre os argentinos, beliscaram uma vaga praticamente impossível se estivessem em qualquer grupo um pouco mais difícil.

Todos os brasileiros se classificaram, mas o chaveamento não foi muito gentil e reservou dois confrontos brasileiros para as oitavas. O tradicional duelo entre Cruzeiro e São Paulo terá mais uma edição, enquanto Inter e Galo fazem um confronto de equipes muito aguerridas. Ao contrário dos mineiros, o Inter passou por momentos irregulares, mas se classificou com sobras no seu grupo – em parte, graças ao fraco Universidad de Chile, que deixou a vaga para o Emelec.

Internacional oscila mas sai soberano no seu grupo. FOTO: AP
Internacional oscila mas sai soberano no seu grupo. FOTO: AP

Ao contrário de Huracán e San Lorenzo, todos os outros argentinos avançaram. O Estudiantes, liderou seu grupo no início, se complicou perdendo em casa para o Nacional de Medellín e foi buscar a classificação na última rodada, contra o Barcelona de Guayaquil. Aliás, vale lembrar da presepada aprontado pelo goleiro equatoriano Banguera, que simulou um desmaio para não ser expulso contra o Atlético Nacional. Não adiantou.

Uma situação parecida com a do Estudiantes foi a do Racing, que não justificou a expectativa que criou no início da competição. Começou goleando todo mundo, puxou o freio de mão e quase se complicou na última rodada, precisando virar um jogo teoricamente simples, em casa, contra o Táchira da Venezuela. Aliás, vem do Cilindro o artilheiro da competição até o momento: Gustavo Bou, que balançou as redes sete vezes.

O jovem atacante tem comandando o ataque da Academia. FOTO: Getty Images
O jovem atacante tem comandando o ataque da Academia. FOTO: Getty Images

Longe do aperto passado pelos compatriotas, o Boca Juniors varreu seus adversários na primeira fase. Mesmo com um caminhão de jogadores chegando no início da temporada, o Boca deu liga muito rápido e fez uma campanha quase perfeita. Implacável o time venceu os seis jogos e fez a melhor campanha da primeira fase. Do que isso adiantou? Bom, só para ter a vantagem de decidir todos os confrontos de agora em diante na Bombonera, pois o adversário…

Boca aproveitou adversários fracos e atropelou na 1ª fase. FOTO: AFP
Boca aproveitou adversários fracos e atropelou na 1ª fase. FOTO: AFP

Teremos um Boca e River, amigos! Franco favorito antes da competição, o time do River Plate fez a pior campanha dentre os classificados, só venceu na última rodada e precisou de uma combinação de resultados (com direito a uma vitória improvável dos reservas do Tigres por 5×4 sobre o Juan Aurich) para se classificar. Muito parecido com a classificação do San Lorenzo ano passado. Teve até transmissão simultânea na Fox Sports.

Bom, vai ser precoce, mas vai ser a maior atração até agora da Libertas. E nós vamos ficar de olho, pois de agora para frente o bicho pega e pega muito. Pode faltar futebol, faltar organização e até campos de qualidade. Não dá para esperar por uma Champions League, mas o que não falta na Libertas é aquela velha e boa emoção.

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