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O OURO QUE APRESENTA AO MUNDO SIMONE BILES

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“Não sou o próximo Usain Bolt, nem Michael Phelps. Sou a primeira Simone Biles”, assim ela se definiu. Em duas exibições de gala, Simone Biles e Alexandra “Aly” Raisman somaram mais um ouro e uma prata para os EUA, na competição individual geral da ginástica. O duelo das duas levantou a torcida e fez com que a russa Aliya Mustafina ficasse mais que satisfeita com o bronze. Das brasileiras, Rebecca Andrade ficou em 11º lugar e Jade Barbosa, que se machucou logo no início da apresentação do solo, precisou ser levada para a Policlínica da Vila Olímpica para fazer exames.

Longe da apoteóse da ginástica, o golfe – que ainda é um corpo estranho nos Jogos – tinha dado início ao sexto dia de competição logo às 7h30 da manhã. O esporte volta a uma competição Olímpica depois de 112 anos e quem representa o país nesse momento histórico é Adilson Silva, que deu a primeira tacada da partida.

Quem também representou o Brasil logo de manhã foi a seleção brasileira de polo aquático feminino. Elas bem que tentaram, mas perderam para as russas por 14 a 7. Com essa, as brasileiras amargaram a terceira derrota consecutiva nos Jogos. Na praia, a dupla brasileira Larissa e Talita, já classificada, teve uma atuação impecável diante das polonesas Kolosinska e Brzostekdo, que até então estavam invictas. Foram 2 sets a 1.

A equipe brasileira de esgrima de espada por equipes feminina, caiu nas oitavas de final e está fora dos Jogos Olímpicos. A disputa terminou em 45 a 32 para a equipe da Ucrânia. O ouro ficou com a Romênia, a prata com a China e o bronze com a Rússia.

O remo teve o primeiro dia de finais. No Four Skif, domínio total da Alemanha. No masculino, levou o ouro, a Austrália prata e a Estônia o bronze. No feminino também, superando Holanda e Polônia, prata e bronze, respectivamente. Nas outras provas, pleno domínio europeu. No double Skiff feminino, ouro para as polonesas Magdalena Fularczyk e Natalia Madaj, prata para as britânicas Victoria Thornley e Katherine Grainger e bronze para Donata Vistartaite e Milda Valciukaite, da Lituânia. Já no masculino, ouro para os irmãos Martin e Valent Sinkovic, da Croácia, prata para os lituanos Mindaugas Griskonis e Saulius Ritter, e bronze para Kjetl Borch e Olaf Tuft, da Noruega. Por fim, no quatro sem peso leve masculino, ouro para a Suíça, prata para Dinamarca e bronze para a França. Os únicos a quebrarem a sequência dos europeus foram os neozelandeses Eric Murray e Hamish Bond, na prova de dois sem masculina, ficando com o ouro seguidos por Lawrence Brittain e Shaun Keeling, da África do Sul, e os italianos Giovanni Abagnale e Marco Di Constanzo.

Na final do tiro feminino, na prova de carabina em 3 posições de 50m, Barbara Engleder, se tornou a primeira mulher alemã a ficar com ouro no esporte. Ela superou as chinesas Binbin Zhang (prata) e  Li Zu (bronze).

Mais um dia de canoagem slalon dominado por europeus. No C2, a dupla da Eslováquia, formada pelos primos Ladslav e Peter Stankar, levou o ouro, deixando para traz as duplas da Grã Bretanha, David Florence e Richard Hounslow, e da França, Gauthier Klauss e Mathieu Peche. No caiaque individual feminino (C1), a espanhola Maialen Chourraut sagrou-se campeã olímpica, superando a neozelandesa Luka Jones e a australiana Jessica Fox.

No basquete masculino o Brasil fez um jogo duro e foi derrotado pela Croácia por 80×76. Para embolar ainda mais o grupo B, a Lituânia venceu a Argentina e deu conotações de final ao confronto entre os rivais sul-americanos na próxima rodada. No feminino o Brasil também saiu com derrota, a quarta seguida, dessa vez para a França por 74×64. Eliminado, o Brasil só cumpre tabela.

A coisa foi melhor no tatame: foi dia de medalha para o judô brasileiro. Mayra Aguiar conseguiu sua segunda medalha olímpica. Não foi o ouro que se esperava, mas o bronze foi bastante comemorado. A francesa Audrey Tcheumeo, que eliminou Mayra, perdeu para a rival da brasileira, a americana Kayla Harrison, que terminou com o ouro da categoria até 78kg. O outro bronze ficou com a eslovena Anamari Valensek. Na categoria até 100kg masculino o tcheco Lukas Krpalek venceu do Almar Gasimov, do Azerbaijão, e ficou com o ouro. Os bronzes ficaram com o francês Cyrille Maret e o japonês Ryunosuke Haga, algoz do brasileiro Rafael Buzacarini.

Com o resultado de Mayra, judô brasileiro conquista sua segunda medalha no judô dos Jogos Rio 2016. FOTO: Rio2016/Gabriel Nascimento
Com o resultado de Mayra, judô brasileiro conquista sua segunda medalha no judô dos Jogos Rio 2016. FOTO: Rio2016/Gabriel Nascimento

Na final da competição individual feminina do tiro com arco, a sul-coreana Hyejin Chang venceu a alemã Lisa Unruh e ficou com o ouro. O bronze ficou com a também sul-coreana Li Bobae, favorita da prova.

Sabe a história de que a China domina o tênis de mesa? Pois é, continua a mesma coisa. Dobradinha na final masculina individual com Long Ma e Jike Zhang disputaram o título no Pavilhão 3 do Riocentro. No duelo, melhor para Ma, que desbancou o favoritismo do rival, campeão em Londres 2012, e venceu por impressionantes 4 a 0.

Fiji jamais havia conquistado uma medalha Olímpica. Pois a volta do rugby aos Jogos olímpicos, no seu formato com 7 jogadores, veio bem a calhar. Superpotência na modalidade, o país da Oceania não deu muita chance aos adversários. Foram seis vitórias em seis partidas, todas com relativa facilidade. Apenas a Nova Zelândia complicou um pouco nas quartas de final, mas nada que tenha assustado a torcida. A medalha inaugural de Fiji veio em grande estilo, superando a Grã Bretanha na decisão. Na disputa de terceiro lugar, a África do Sul bateu o Japão por 54 a 14 e garantiu sua vaga no pódio. A seleção brasileira ficou em 12º lugar após ser derrotada pelo Quênia por 24 a 0.

Americana Simone Biles venceu a prova individual geral da ginástica e mostrou personalidade. FOTO: Getty Images/Alex Livesey
Americana Simone Biles venceu a prova individual geral da ginástica e mostrou personalidade. FOTO: Getty Images/Alex Livesey

Se o objetivo de um Velódromo é ser veloz, difícil imaginar uma pista melhor que a do Rio 2016. No primeiro dia de funcionamento, a arena dedicada ao ciclismo de pista teve nada menos que sete recordes quebrados. A expectativa para as finais segue alta.

No vôlei masculino teve clássico entre Brasil e EUA. Os brasileiro vindos de duas vitórias e os americanos de duas derrotas. Mas o Brasil deu uma baita colher de chá para os americano, perdendo por 3×1 e mantendo um de seus principais rivais vivos na competição.

Para encerrar, a atração de todo o fim de noite olímpico na natação. Michael Phelps conquistou seu quarto ouro nos Jogos Rio 2016 ao vencer a prova dos 200m medley, aumentando sua coleção para 26 medalhas, sendo 22 delas de ouro. O brasileiro Thiago Pereira terminou em 7º lugar. Phelps venceu a prova com 1min54s66, à frente do japonês Kosuke Hagino, que levou a prata e do chinês Shun Wang que ganhou o bronze. Já nos 100m, a coisa foi muito mais equilibrada. Em uma disputa impressionante, a americana Simone Manuel e a canadense Penny Oleksiak, de apenas 16 anos, quebraram o recorde Olímpico com 52s70 e empataram com o mesmo tempo – as duas levaram o ouro. O bronze ficou com a sueca Sarah Sjostrom, que completou a prova em 52s99.

Simone Manuel (esquerda) e Penny Oleksyak (direita) tocam o bloco ao mesmo tempo na final dos 100m livre. FOTO: Getty Images/Richard Heathcote
Simone Manuel (esquerda) e Penny Oleksyak (direita) tocam o bloco ao mesmo tempo na final dos 100m livre. FOTO: Getty Images/Richard Heathcote

Os EUA ganharam mais um ouro nos 200m costas, com Ryan Murphy, que marcou 1min53s62. A prata foi para o australiano Mitchell Larkin, e o bronze com o russo Evgeny Rylov, medalhista de bronze. Nos 200m peito feminino, o ouro foi para a japonesa Rie Kaneto, que fechou a prova em 2min20s30. A russa Yulia Efimova levou a prata e a chinesa Jinglin Shi garantiu o bronze.

E no fim das contas, ta aí o quado de medalhas do dia 6.

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