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A REALIDADE DO VÔLEI NUM MUNDIAL NIVELADO POR BAIXO

Escrito em: 10/09/2014 às 8:18   /   por   /   comentários (0)

FUTEBOL2014Qual a realidade do voleibol masculino? Hoje em dia, podemos afirmar que temos seleções jogando um vôlei melhor do que vinhamos vendo? Particularmente, creio que não. A primeira fase do Mundial de Vôlei masculino nos deus sinais disso. Os favoritos não fazem nada de especial e com raras exceções, não temos grandes novidades para comemorar. Mas não me entendam mal, pois não estou dizendo que está tudo uma porcaria.

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No grupo A por exemplo, mesmo sem apresentar nenhum primor, Polônia e Sérvia sobraram. Não fosse a surra sofrida para os donos da casa na estreia – na imponente partida para mais de 60 mil expectadores -, a Sérvia teria sido a melhor equipe da chave. O fator casa pesou para a Polônia, que venceu quatro das suas partidas por 3×0, garantindo a melhor campanha da primeira fase. A Argentina garantiu a terceira posição que já esperava e a Austrália provou que a boa campanha na Liga Mundial não era obra do acaso. Venceu Camarões e Venezuela, assegurando sua vaga.

Michal Winiarski no último jogo da Polônia na primeira fase. FOTO: FIVB

Michal Winiarski no último jogo da Polônia na primeira fase. FOTO: FIVB

O grupo C não teve disputa por vaga, pois México e Egito eram muito fracos para atrapalhar qualquer um, mas a disputa por posição foi interessante. A Rússia mostrou que é uma das principais favoritas, mas não teve muito trabalho na primeira fase. Arrasou a maioria dos adversários e só sofreu para ganhar da Bulgária, que tenta retomar o caminho da disputa de medalhas. O Canadá mostrou ter um bom time, o que já era possível de se notar em competições anteriores. Ao vencer os búlgaros garantiu um segundo lugar que saiu melhor que a encomenda. Já a China fez o que se esperava dela e se classificou.

O samba do criolo doido ficou no grupo D, onde a instabilidade preponderou. Vai lá que era o grupo da morte, mas mesmo assim… A Itália foi de longe a grande decepção. O terceiro lugar na Liga Mundial dava a entender que o time vinha melhorando, depois de um longo tempo no limbo, mas a equipe só conseguiu vencer duas partidas e perdeu até para Porto Rico, colocando em jogo sua classificação. Passou no desempate contra a zebra da Liga Mundial, a Bélgica, que mesmo sendo um time promissor, acabou eliminado num grupo com cinco equipes muito qualificadas. Os EUA passaram em terceiro no grupo, sendo derrotados por Irã e França, que terminaram com as duas primeiras posições. Os norte americanos dificilmente se abalam com posições ruins nas fases iniciais e, na grande maioria, das vezes crescem nos mata-matas. São sem dúvida os grande favoritos ao título, ao lado de Brasil e Rússia. O Irã apenas confirmou o que a Liga Mundial já havia indiciado: é a equipe mais promissora do vôlei mundial. Aliás, já é uma realidade. A derrota para a França foi apenas em virtude do grande equilíbrio do grupo e da irregularidade das equipes, que alternam grandes atuações com jogos abaixo da crítica.

Brasil sofre mas vence difícil partida contra Cuba. FOTO: FIVB

Brasil sofre mas vence difícil partida contra Cuba. FOTO: FIVB

Com tanta instabilidade é que o Brasil se dá bem. Mesmo tendo um time extremamente inferior ao que assombrou o mundo no início dos anos 2000, o time brasileiro consegue ser menos instável que os outros. As cinco vitórias na primeira fase, em um grupo relativamente fácil, deixaram claro que o time ainda erra muito, tanto que passou um aperto desnecessário contra a Coreia do Sul. Cuba foi a grande decepção da chave pois, mesmo fazendo jogo duro contra o Brasil (o que não diz nada pois clássico é clássico), quase ficou de fora da segunda fase ao perder logo de cara para a Finlândia, ser varrida pela Alemanha e sofrer muito para vencer Coréia e Tunísia. Sem dúvida, Alemanha e Finlândia aparecem para marcar uma nova tendência no vôlei: equipes não tão boas tecnicamente, mas muito aplicadas taticamente e fortíssimas no jogo físico.  A Alemanha por exemplo só perdeu dois sets depois da derrota de 3×0 para o Brasil.

No fim das contas, pouco mudou. Brasil, Rússia e EUA são os principais favoritos, com França, Irã e Polônia correndo por fora. Veremos o que a segunda fase nos reserva, pois como a irregularidade impera, não é de se estranhar que aconteça algo de diferente daqui pra frente.

Grupos da segunda fase do Mundial. FOTO: FIVB

Grupos da segunda fase do Mundial. FOTO: FIVB

 

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